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SUS inicia troca gradual de insulina e amplia acesso a medicamento de ação prolongada

Projeto-piloto começa em quatro estados e prioriza crianças, adolescentes e idosos acima de 80 anos com diabetes.

Pollyana Leite

10 de fevereiro de 2026 às 17:20   - Atualizado às 17:22

Aplicação de insulina: SUS inicia projeto-piloto para ampliar o uso da glargina em quatro estados brasileiros.

Aplicação de insulina: SUS inicia projeto-piloto para ampliar o uso da glargina em quatro estados brasileiros. Foto: Freepik

O Ministério da Saúde iniciou um processo de transição no tratamento do diabetes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com a ampliação do uso da insulina glargina, um medicamento mais moderno e de ação prolongada. A medida marca a substituição gradual da insulina NPH em parte dos atendimentos e começa com um projeto-piloto em quatro estados brasileiros: Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal.

A mudança tem como foco inicial crianças e adolescentes de até 17 anos que vivem com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A estimativa do Ministério da Saúde aponta que mais de 50 mil pessoas devem ser contempladas nessa primeira fase. A estratégia busca ampliar o acesso a um tratamento que facilita o controle da glicose ao longo do dia e reduz a quantidade de aplicações.

A insulina glargina atua por até 24 horas e permite aplicação única diária. Essa característica ajuda pacientes e familiares a manterem uma rotina mais simples, principalmente em casos que exigem cuidados constantes. A ação prolongada também contribui para maior estabilidade dos níveis de glicose no sangue, o que favorece o acompanhamento do tratamento no dia a dia.

O Ministério da Saúde definiu que a transição ocorrerá de forma gradual e individualizada. As equipes de saúde avaliarão cada paciente antes da substituição do medicamento. Esse cuidado garante que a mudança respeite as necessidades clínicas e o histórico de cada pessoa atendida pelo SUS. O processo evita trocas automáticas e reforça a importância do acompanhamento médico contínuo.

Nos estados que participam do projeto-piloto, o Ministério da Saúde promove treinamentos voltados aos profissionais da Atenção Primária. As capacitações orientam médicos, enfermeiros e demais equipes sobre o uso da insulina glargina, o acompanhamento dos pacientes e os critérios para a transição segura. A iniciativa fortalece o papel da atenção básica no cuidado com o diabetes e amplia a capacidade de resposta do SUS.

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A escolha dos estados para o início do projeto considera a organização das redes locais de saúde e a capacidade de acompanhamento dos pacientes. A expectativa do Ministério da Saúde envolve a coleta de dados e a análise dos resultados nos primeiros meses de implementação. A partir dessa avaliação, a pasta deve construir um cronograma para ampliar a oferta da insulina glargina a outros estados do país.

A política de transição reforça a diretriz de atualização dos tratamentos oferecidos pelo SUS, com foco em grupos que enfrentam maiores desafios no controle do diabetes. Crianças e adolescentes dependem do suporte familiar e escolar para manter a regularidade do tratamento. Idosos acima de 80 anos, por sua vez, muitas vezes lidam com limitações físicas e cognitivas que dificultam múltiplas aplicações diárias.

Com a adoção da insulina glargina, o Ministério da Saúde busca melhorar a adesão ao tratamento e reduzir dificuldades relacionadas ao uso do medicamento. A aplicação única diária tende a simplificar a rotina e a diminuir erros no uso da insulina. O acompanhamento pelas equipes de saúde permanece essencial para ajustar doses e observar a resposta de cada paciente.

A iniciativa integra um conjunto de ações do SUS voltadas ao cuidado contínuo das pessoas com diabetes. O acompanhamento regular, a orientação profissional e o acesso aos medicamentos seguem como pilares do tratamento. A transição da insulina NPH para a glargina, dentro do projeto-piloto, representa um passo planejado, com monitoramento e avaliação antes de qualquer expansão nacional.

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