A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) alertou nesta quinta-feira, 14 de maio, para os perigos envolvidos no contato, seja com o animal ou com o muco deixado por ele.
14 de maio de 2026 às 14:00 - Atualizado às 14:05
Caramujo. Foto: João Andriola / iNaturalist
O período de chuvas traz consigo importantes alertas de saúde pública, dentre eles o aparecimento de caramujos em quintais, jardins e áreas úmidas.
A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) alertou nesta quinta-feira, 14 de maio, para os riscos envolvidos no contato, seja com o animal ou com o muco deixado por ele, que pode ser fator de transmissão de doenças e contaminação de superfícies.
A espécie desse molusco mais comum no Brasil é o caramujo africano, cujo nome correto é caracol africano (Achatina fulica).
De acordo com o Instituto Oswaldo Cruz, a espécie é considerada exótica e invasora no país. Ela serviu como uma aposta comercial, decadas atrás, na busca de uma alternativa mais barata ao escargot e se transformou em uma verdadeira praga, especialmente nos grandes centros urbanos e área rural.
Como empreendimentos que trouxeram a espécie para o Brasil fracassaram, alguns milhares de exemplares foram soltos na natureza. Com alta capacidade de reprodução, o molusco hoje se disseminou pelos estados brasileiros.
“Nos ambientes urbanos as populações desses moluscos são densas, invadem e destroem hortas e jardins. Como são formadas por animais de grande porte, com 10cm em média, causam transtornos às comunidades das áreas afetadas”, esclarece a pesquisadora Silvana Thiengo, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
Segundo a especialista, um exemplar do molusco pode colocar uma média de 200 ovos por postura e se reproduzir mais de uma vez ao ano.
A Apac orientou a população para uma série de cuidados a serem tomados com esses animais e o risco de contaminação pelas substâncias que eles produzem. Dentre elas:
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Além da castração dos pets também serão oferecidos microchipagem dos animais e vacinação antirrábica para os cães e gatos
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