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Gripe, Rinovírus e VSR aumentam casos graves de doenças respiratórias no Brasil, aponta Fiocruz

Tatiana Portella, pesquisadora da Fundação, destaca a importância dos grupos de maior risco - como idosos, imunocomprometidos e crianças - participarem da campanha de vacinação.

Isabella Lopes

28 de março de 2026 às 18:56   - Atualizado às 18:57

Pessoa com gripe.

Pessoa com gripe. Foto: Freepik.

O aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil, impulsionado pelo incremento das hospitalizações por influenza A (um dos quatro tipos de vírus causadores da gripe), rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), deixou 22 estados em nível de alerta, risco ou alto risco, segundo dados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira, 26.

Em crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos, o crescimento dos casos se deve principalmente à infecção pelo rinovírus, segundo o documento, que usa como dados mais recentes os referentes ao período de 15 a 21 de março. O vírus tem provocado aumento de internações no Rio de Janeiro; Acre; Amazonas; Pará; Amapá; Rondônia; Roraima; Tocantins; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Goiás; Distrito Federal; Maranhão; Ceará; Rio Grande do Norte; Paraíba; Piauí; Sergipe; Alagoas; Bahia; Minas Gerais e Espírito Santo.

Entre as crianças pequenas, principalmente as menores de 2 anos, outro vírus chama atenção: o VSR, que segue impulsionando o aumento de casos graves no Norte (Acre, Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia), em parte do Nordeste (Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe) e também no Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal).

Além do VSR, o metapneumovírus também aparece como responsável pelo crescimento de casos de síndrome respiratória em crianças no Distrito Federal e em Minas Gerais.

Quanto aos casos de SRAG associados ao influenza A, a atualização mostra aumento na maioria dos estados do Nordeste (Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia), em alguns do Norte (Amapá, Rondônia) e Sudeste (Rio de Janeiro, Espírito Santo) e no Mato Grosso.

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Tatiana Portella, pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz, destaca a importância dos grupos de maior risco - como idosos, imunocomprometidos e crianças - participarem da campanha de vacinação contra o influenza. A ação tem início neste sábado, dia 28.

Para moradores de regiões com alta incidência de SRAG, Portella recomenda o uso de máscara em ambientes fechados e com maior concentração de pessoas, sobretudo para os grupos de risco.

"Além disso, em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é fazer isolamento dentro de casa, mas, se não for possível, recomendamos sair usando uma boa máscara, como PFF2 ou N95, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas", orienta.

Em 2026 já foram notificados 24.281 casos de SRAG, sendo 9.443 (38,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.

Estadão Conteúdo 
 

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