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Fiocruz coloca cinco estados em alerta para aumento de casos graves de síndrome respiratória

Além do nível de alerta ou risco, os estados apresentam tendência de crescimento dos casos no longo prazo.

Isabella Lopes

31 de outubro de 2026 às 15:46   - Atualizado às 15:56

Pessoa com gripe.

Pessoa com gripe. (Foto: Reprodução/ Internet)

Cinco estados brasileiros estão em situação de alerta ou risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o novo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). São eles: Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Maranhão.

Além do nível de alerta ou risco, os estados apresentam tendência de crescimento dos casos no longo prazo. O levantamento também identificou aumento de ocorrências graves associadas à Covid-19, embora as hospitalizações pela doença permaneçam em níveis baixos em comparação com o período da pandemia.

A análise considera os dados disponíveis até a Semana Epidemiológica 42, de 18 a 24 de outubro, e indica que o cenário poderá persistir nas próximas semanas. Roraima e Santa Catarina também apresentaram sinais de alerta, mas sem tendência de crescimento no longo prazo.

Covid-19 está associada ao aumento de casos graves

O boletim identificou crescimento dos registros de SRAG associados ao SARS-CoV-2, vírus responsável pela Covid-19.

Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o avanço dos casos foi relacionado à circulação do coronavírus. No segundo estado, também houve aumento das ocorrências associadas ao rinovírus.

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Já no Maranhão e no Amapá, os dados laboratoriais disponíveis não foram suficientes para identificar os agentes infecciosos responsáveis pelo crescimento.

No cenário analisado, a Fiocruz também observou redução dos casos associados ao metapneumovírus e estabilidade dos registros relacionados ao rinovírus.

Fiocruz recomenda atualização da vacinação

A pesquisadora Tatiana Portella, do boletim InfoGripe, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforçou a importância de manter a vacinação contra a Covid-19 atualizada, especialmente entre os grupos prioritários.

Segundo a especialista, idosos e pessoas imunocomprometidas devem receber doses de reforço a cada seis meses, conforme a recomendação destacada no levantamento.

A medida busca proteger os grupos mais vulneráveis às complicações da infecção.

Sintomas e riscos da Síndrome Respiratória Aguda Grave

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é uma condição caracterizada pelo comprometimento do sistema respiratório, geralmente associado a infecções que podem provocar dificuldade para respirar.

O quadro pode estar relacionado à pneumonia e ser causado por diferentes agentes infecciosos, incluindo o SARS-CoV-2 e os vírus influenza A e B.

Em situações mais graves, as complicações respiratórias podem levar à morte.

Vírus mais identificados nos casos de SRAG

O boletim InfoGripe apresentou a distribuição dos vírus identificados entre os registros positivos de SRAG nas quatro últimas semanas epidemiológicas.

O rinovírus apresentou a maior proporção entre os casos positivos, com 53,3%, seguido pelo vírus sincicial respiratório (VSR), com 11,5%.

Confira os percentuais divulgados pela Fiocruz:

Vírus Casos positivos Óbitos positivos
Influenza A 4,1% 4,8%
Influenza B 5,4% 7,6%
Vírus sincicial respiratório (VSR) 11,5% 8,6%
Rinovírus 53,3% 42,9%
SARS-CoV-2 (Covid-19) 6,4% 19%

Entre os registros de óbitos com resultado positivo para vírus respiratórios, o rinovírus também apresentou a maior participação, com 42,9%, seguido pelo SARS-CoV-2, com 19%.

Os percentuais indicam a presença desses agentes nos registros analisados e não significam, necessariamente, que tenham sido a causa direta das mortes.

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