Pessoa com gripe. (Foto: Reprodução/ Internet)
Cinco estados brasileiros estão em situação de alerta ou risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o novo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). São eles: Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Maranhão.
Além do nível de alerta ou risco, os estados apresentam tendência de crescimento dos casos no longo prazo. O levantamento também identificou aumento de ocorrências graves associadas à Covid-19, embora as hospitalizações pela doença permaneçam em níveis baixos em comparação com o período da pandemia.
A análise considera os dados disponíveis até a Semana Epidemiológica 42, de 18 a 24 de outubro, e indica que o cenário poderá persistir nas próximas semanas. Roraima e Santa Catarina também apresentaram sinais de alerta, mas sem tendência de crescimento no longo prazo.
O boletim identificou crescimento dos registros de SRAG associados ao SARS-CoV-2, vírus responsável pela Covid-19.
Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o avanço dos casos foi relacionado à circulação do coronavírus. No segundo estado, também houve aumento das ocorrências associadas ao rinovírus.
Já no Maranhão e no Amapá, os dados laboratoriais disponíveis não foram suficientes para identificar os agentes infecciosos responsáveis pelo crescimento.
No cenário analisado, a Fiocruz também observou redução dos casos associados ao metapneumovírus e estabilidade dos registros relacionados ao rinovírus.
A pesquisadora Tatiana Portella, do boletim InfoGripe, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforçou a importância de manter a vacinação contra a Covid-19 atualizada, especialmente entre os grupos prioritários.
Segundo a especialista, idosos e pessoas imunocomprometidas devem receber doses de reforço a cada seis meses, conforme a recomendação destacada no levantamento.
A medida busca proteger os grupos mais vulneráveis às complicações da infecção.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é uma condição caracterizada pelo comprometimento do sistema respiratório, geralmente associado a infecções que podem provocar dificuldade para respirar.
O quadro pode estar relacionado à pneumonia e ser causado por diferentes agentes infecciosos, incluindo o SARS-CoV-2 e os vírus influenza A e B.
Em situações mais graves, as complicações respiratórias podem levar à morte.
O boletim InfoGripe apresentou a distribuição dos vírus identificados entre os registros positivos de SRAG nas quatro últimas semanas epidemiológicas.
O rinovírus apresentou a maior proporção entre os casos positivos, com 53,3%, seguido pelo vírus sincicial respiratório (VSR), com 11,5%.
Confira os percentuais divulgados pela Fiocruz:
| Vírus | Casos positivos | Óbitos positivos |
|---|---|---|
| Influenza A | 4,1% | 4,8% |
| Influenza B | 5,4% | 7,6% |
| Vírus sincicial respiratório (VSR) | 11,5% | 8,6% |
| Rinovírus | 53,3% | 42,9% |
| SARS-CoV-2 (Covid-19) | 6,4% | 19% |
Entre os registros de óbitos com resultado positivo para vírus respiratórios, o rinovírus também apresentou a maior participação, com 42,9%, seguido pelo SARS-CoV-2, com 19%.
Os percentuais indicam a presença desses agentes nos registros analisados e não significam, necessariamente, que tenham sido a causa direta das mortes.
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