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Fatores de risco do AVC: especialistas explicam o que mais aumenta as chances da doença

Médicos destacam hábitos e condições que elevam o risco de AVC e reforçam a importância do cuidado preventivo.

Pollyana Leite

05 de dezembro de 2025 às 22:53   - Atualizado às 22:55

Profissional de saúde acompanha a pressão arterial de um paciente para reforçar a prevenção do AVC.

Profissional de saúde acompanha a pressão arterial de um paciente para reforçar a prevenção do AVC. Foto: Freepik

O Acidente Vascular Cerebral continua entre as principais causas de morte e incapacidade no Brasil, e especialistas de saúde reforçam que a maior parte dos casos está ligada a fatores que podem ser controlados. Médicos que atuam em neurologia e cardiologia destacam que hábitos simples, quando mantidos por longos períodos, fazem diferença direta na prevenção.

A hipertensão arterial aparece como o fator de risco mais importante apontado pelos profissionais. Eles explicam que a pressão alta exerce impacto direto sobre os vasos sanguíneos e favorece tanto o AVC isquêmico quanto o hemorrágico. Quando a pressão permanece elevada por muito tempo, os vasos se desgastam e ficam mais vulneráveis a rompimentos ou obstruções.

O diabetes também recebe atenção especial. A glicose alta ao longo dos anos afeta as artérias e aumenta a formação de placas que dificultam a circulação. Especialistas lembram que o monitoramento regular é essencial, mesmo quando o diabetes está controlado, porque o risco permanece maior em comparação com quem não convive com a doença.

Outro ponto frequentemente citado é o colesterol alto. Médicos explicam que as placas de gordura acumuladas nos vasos sanguíneos reduzem o espaço para a circulação do sangue e podem bloquear artérias que irrigam o cérebro. Esse bloqueio está entre os principais motivos do AVC isquêmico, que ocorre quando o fluxo de sangue não chega a determinadas áreas cerebrais.

O tabagismo se mantém como um dos hábitos que mais aumentam o risco. Segundo especialistas, o cigarro danifica as paredes dos vasos e prejudica a oxigenação do sangue. Pessoas que fumam apresentam maior probabilidade de desenvolver doenças vasculares, mesmo quando o consumo diário é pequeno. Eles reforçam que parar de fumar traz benefícios progressivos em poucos meses.

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A falta de movimento regular também influencia. O sedentarismo facilita o ganho de peso, aumenta a pressão arterial e interfere no controle da glicose e do colesterol. Profissionais de saúde afirmam que pequenas caminhadas, alongamentos e atividades simples já ajudam quando praticados com constância. Eles lembram que a regularidade pesa mais do que a intensidade.

O excesso de peso, por sua vez, funciona como um fator que se conecta aos demais. O sobrepeso dificulta o controle metabólico e pressiona o sistema cardiovascular. Médicos observam que mudanças graduais de alimentação e rotina costumam ser mais eficazes do que transformações bruscas, já que favorecem a manutenção dos resultados no longo prazo.

O consumo excessivo de álcool também aparece entre os pontos de atenção. Especialistas destacam que o uso abusivo eleva a pressão e pode desencadear arritmias, o que aumenta a chance de um coágulo chegar ao cérebro. Eles reforçam que a moderação funciona como estratégia importante de cuidado, especialmente para quem já tem histórico familiar de doenças cardiovasculares.

A fibrilação atrial, uma arritmia relativamente comum, recebe destaque porque facilita a formação de coágulos dentro do coração. Esses coágulos podem seguir pela circulação e bloquear artérias cerebrais. Muitos pacientes convivem com a arritmia sem perceber, e por isso exames de rotina ajudam a identificar alterações antes que causem riscos maiores.

O histórico familiar permanece como um fator que influencia, mas especialistas deixam claro que a genética não determina o futuro de forma definitiva. Eles explicam que, mesmo em famílias com casos de AVC, bons hábitos reduzem de maneira significativa as chances de um episódio.

Profissionais ressaltam que o acompanhamento médico regular ajuda a identificar alterações silenciosas, como pressão alta, colesterol alto e glicose elevada. Eles lembram que esses problemas muitas vezes não apresentam sintomas, o que reforça a importância de medir, acompanhar e ajustar o tratamento sempre que necessário. O cuidado contínuo, segundo os especialistas, funciona como a principal ferramenta de prevenção.

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