Cérebro. Foto: Freepik
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua entre as principais causas de morte no Brasil. Em Pernambuco, entre 2020 e 2024, mais de 16,8 mil pessoas morreram em decorrência da doença, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Desse total, mais de 13,5 mil vítimas tinham 60 anos ou mais, o que representa 80,5% dos casos, e 51,1% eram homens.
O AVC ocorre quando o sangue deixa de chegar a uma parte do cérebro, seja por entupimento de um vaso (AVC isquêmico) ou por rompimento (AVC hemorrágico). Essa interrupção impede que o oxigênio alcance as células cerebrais, o que pode causar danos graves e, muitas vezes, irreversíveis.
Os principais fatores de risco incluem hipertensão, diabetes, obesidade, idade avançada e histórico familiar. O neurologista Luis Felippe Barros, que atua na UTI do Hospital Pelópidas Silveira (HPS), reforça que o tempo é um dos principais aliados para evitar sequelas e salvar vidas. “Suspeitou de AVC? Ligue imediatamente para o Samu ou procure atendimento. Quanto mais rápido o paciente for atendido, maiores as chances de sucesso no tratamento”, orienta o médico.
Para ajudar a população a reconhecer os sinais, o HPS, unidade referência estadual em neurologia e neurocirurgia, utiliza uma dica simples chamada SAMU — uma forma fácil de identificar possíveis sintomas:
O AVC isquêmico representa cerca de 80% dos casos e acontece quando um coágulo obstrui o fluxo de sangue para o cérebro. Nesses casos, o tratamento utiliza um medicamento trombolítico, que ajuda a dissolver o coágulo. “A gente tem até quatro horas e meia para realizar esse procedimento, contando a partir da última vez que o paciente foi visto bem”, explica Luis Felippe.
Já o AVC hemorrágico ocorre quando há sangramento dentro do cérebro. O tratamento depende do tamanho e da localização do sangramento e, em alguns casos, envolve o controle rigoroso da pressão arterial ou até procedimentos cirúrgicos.
As consequências do AVC variam conforme a região afetada do cérebro. As sequelas podem atingir a fala, os movimentos, a visão e até o comportamento. Algumas pessoas ficam com fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para andar ou falar, além de alterações na memória e no humor.
O tratamento após o AVC exige acompanhamento multiprofissional, com médicos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. No Hospital Pelópidas Silveira, os cuidados continuam após a alta hospitalar, com atendimentos ambulatoriais voltados à reabilitação e à prevenção de novos episódios.
A fisioterapeuta Emmanuelle Mendes, que trabalha na unidade desde o início do serviço, explica que o processo de recuperação começa ainda durante o internamento. “Os exercícios ativam a circulação, fortalecem os músculos e melhoram a mobilidade. Em alguns casos, também realizamos fisioterapia respiratória para prevenir complicações pulmonares”, comenta.
Depois da alta, o acompanhamento fisioterapêutico se torna essencial para estimular a autonomia do paciente e orientar a família sobre cuidados em casa. “A fisioterapia não é apenas complementar. Ela é fundamental para a recuperação e para ajudar o paciente a retomar a rotina com mais independência”, reforça Emmanuelle.
O Hospital Pelópidas Silveira, vinculado à SES-PE e gerido pela Fundação Gestão Hospitalar Martiniano Fernandes (FGH), atua como centro de referência no atendimento a pacientes com doenças neurológicas, oferecendo suporte emergencial e reabilitação para pessoas que enfrentam as consequências do AVC.
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O medicamento foi desenvolvido para reconhecer e se ligar seletivamente à proteína c-Met presente na superfície das células tumorais, promovendo a internalização do complexo e a liberação intracelular da monometilauristatina E, resultando em morte.
Com a iniciativa, a Secretaria de Saúde de Olinda descentraliza os atendimentos e aproxima os serviços municipais dos moradores de diferentes comunidades.
Caso foi identificado em Coronel Freitas, dentro da área de restrição sanitária criada após primeira ocorrência da doença em aves comerciais na região.
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