Dr Lúcio Vilar e Dr Ruy Lyra. Foto: Divulgação.
A forma de acompanhar e tratar o diabetes mudou radicalmente nos últimos anos. Sensores de monitorização contínua da glicose, inteligência artificial aplicada à saúde e terapias cada vez mais personalizadas estão transformando a experiência dos pacientes e ampliando as possibilidades de controle da doença.
A inovação tecnológica, lembrada pela Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), neste Dia Nacional do Diabetes, em 26 de junho, tem permitido diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes.
Porém, um dos mais renomados endocrinologistas do Brasil, Dr. Ruy Lyra, diretor acadêmico da instituição, faz um alerta para evitar erros diagnósticos e sobre a necessidade de existir, sempre, o olhar humano, o cuidado e o acolhimento necessários aos pacientes, em tempos dos avanços tecnológicos desenfreados.
O foco principal do debate é garantir que essas inovações tenham acurácia clínica comprovada e sirvam como suporte, sem anular o papel do médico ou a educação em saúde do paciente.
O coordenador do curso de Medicina da FMO, outro especialista de renome nacional e internacional na Endocrinologia, Dr. Lucio Vilar, também pode explicar melhor os impactos da inovação tecnológica, como a monitorização digital, a medicina de precisão, os novos medicamentos e as perspectivas futuras para o cuidado das pessoas que vivem com diabetes.
A junção de I.A, sensores e medicina personalizada está transformando o tratamento do diabetes em um processo preditivo e automatizado.
Em vez de reagir a picos ou quedas de açúcar, os pacientes agora contam com sistemas que antecipam alterações metabólicas, adaptam as doses de insulina de forma individual e otimizam a qualidade de vida, por exemplo.
Outra novidade são os chamados Sistemas de Circuito Fechado ("Pâncreas Artificial") - nos quais Algoritmos de IA integram o sensor a uma bomba de insulina, calculando e administrando o hormônio automaticamente, imitando o funcionamento natural do pâncreas.
Além disso, há ainda os Assistentes Virtuais, como a iniciativa de inteligência artificial intitulada Tia Bete (criada pelo HC-USP) que funciona via WhatsApp, auxiliando na contagem de carboidratos e tirando dúvidas de forma acessível.
Mas os endocrinologistas fazem um alerta. A Inteligência Artificial no tratamento do diabetes é uma ferramenta poderosa para prever hipoglicemias e melhorar o controle glicêmico, mas não substitui a avaliação médica especializada.
Os principais pontos de atenção envolvem a dependência tecnológica, a privacidade dos dados e o risco de tratamentos sem validação clínica.
Os principais alertas e desafios levantados pelos especialistas incluem:
1
2
10:41, 20 Set
28
°c
Fonte: OpenWeather
Pesquisas apontam impactos dos jogos online no orçamento e nas decisões relacionadas aos estudos.
A iniciativa tem como objetivo melhorar as condições de deslocamento aos que necessitam de atendimento na rede pública de saúde, com atenção especial às mulheres e crianças que precisam de serviços especializados.
Apresentador retoma atividades aos poucos após diagnóstico de miastenia gravis e retirada de tumor; colegas celebraram registro nas redes sociais.
mais notícias
+