Os boletins médicos vêm sendo encaminhados regularmente ao Supremo como forma de acompanhar a evolução do estado de saúde do ex-presidente durante o período em que permanece em prisão domiciliar
Bolsonaro em Hospital Foto: Reprodução/redes sociais
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou picos de pressão alta moderados ao longo da semana, segundo boletim médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os picos foram controlados com doses extras da medicação em uso.
O relatório informa ainda que o tratamento para os episódios recorrentes e prolongados de soluço foi mantido no limite de segurança, sem alterações na prescrição. Os médicos observaram efeitos colaterais da medicação: sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal.
Os pulmões do ex-presidente ainda mostram sequela da pneumonia que o ex-presidente contraiu em março deste ano. Bolsonaro, de 71 anos, está em acompanhamento médico domiciliar. O boletim é o mais recente de uma série de relatórios semanais divulgados desde que o ex-presidente passou a cumprir prisão domiciliar.
O boletim anterior, divulgado na sexta-feira, 19 de junho, apontava evolução no tratamento, com melhora no ombro operado e redução dos episódios de soluço. Na ocasião, os médicos relataram também maior disposição física do ex-presidente. Os efeitos colaterais da medicação, sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal, já estavam presentes naquele relatório.
Bolsonaro foi condenado pelo STF a uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. No fim de março, ele obteve autorização para permanecer me prisão domiciliar humanitária monitorada pelo prazo de 90 dias devido à situação grave de saúde.
Os boletins médicos vêm sendo encaminhados regularmente ao Supremo como forma de acompanhar a evolução do estado de saúde do ex-presidente durante o período em que permanece em prisão domiciliar. A documentação clínica detalha as condições apresentadas ao longo das últimas semanas e serve de base para a avaliação da continuidade das medidas judiciais relacionadas ao caso.
De acordo com o relatório mais recente, apesar dos episódios de pressão elevada e dos efeitos colaterais associados aos medicamentos, o quadro clínico segue sendo monitorado por uma equipe médica, sem indicação de mudanças no tratamento adotado até o momento. A recomendação permanece de acompanhamento domiciliar, com observação contínua da pressão arterial, da função respiratória e da resposta aos medicamentos prescritos.
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