Estudo inédito indica que o café pode bloquear células do câncer de próstata. Imagem gerado por IA
O café, presença constante nos lares brasileiros, acaba de ser apontado como um potente aliado na luta contra o câncer de próstata. Segundo uma pesquisa inovadora realizada pela Faculdade de Nutrição da Universidade Federal Fluminense (UFF), os compostos bioativos presentes nos grãos de café têm eficácia significativa no bloqueio da progressão de células tumorais, gerando entusiasmo na comunidade científica e entre os consumidores da bebida.
A pesquisa envolveu também institutos de referência como a Unirio, Embrapa Rondônia e o Instituto Nacional de Câncer (INCA), que avaliaram diferentes métodos de extração e tipos de torra do Café Robusta, especialmente cultivado na Amazônia rondoniense. O resultado surpreendeu: os extratos de café conseguiram reduzir a viabilidade de células cancerígenas, mas sem afetar as células saudáveis do corpo humano. Esse efeito foi observado em ambiente laboratorial, o que desperta grande curiosidade sobre os próximos passos e possíveis estudos em larga escala.
Entre os componentes que fazem do café um verdadeiro escudo biológico, destacam-se os polifenóis, ácidos clorogênicos, flavonóides e a cafeína. Essas substâncias têm notório poder antioxidante e anti-inflamatório, sendo capazes de induzir a degradação das células tumorais e impedir sua multiplicação. A mestranda Fernanda Santos, do grupo de estudos da UFF, explica que uma das maiores dificuldades no combate ao câncer de próstata é a alta capacidade de proliferação das células tumorais, algo que o extrato de café conseguiu bloquear nos testes in vitro.
O impacto é ainda maior ao considerar que o modo de preparo, o tipo de torra e a extração do café influenciam diretamente na eficácia desses componentes. Ou seja, não basta consumir café de qualquer forma: a otimização dos processos é fundamental para potencializar os benefícios à saúde.
Além da pesquisa inédita nacional, avaliações internacionais corroboram os resultados. Um estudo apresentado pela Universidade de Harvard, nos EUA, acompanhou 50 mil homens por duas décadas e identificou uma redução de até 59% nos casos de câncer de próstata avançado entre consumidores regulares de café e esse benefício não se restringe à cafeína, já que até o café descafeinado apresentou efeitos similares.
O estudo destaca não só o papel nutricional e preventivo do café, mas também seu impacto social e econômico. O café Robusta Amazônico estudado é fruto da agricultura familiar, setor vital para a economia regional do Norte do Brasil. Esse aspecto reforça a relevância da bebida, capaz de unir tradição, sabor e inovação científica em prol da saúde pública.
Apesar dos resultados animadores, os cientistas alertam que os testes foram realizados em ambiente laboratorial. Assim, pesquisas clínicas em humanos serão necessárias para confirmar plenamente a ação preventiva e terapêutica do café no combate ao câncer de próstata.
“Esperamos contribuir para o desenvolvimento de alimentos funcionais ou suplementos que possam ser utilizados como estratégia complementar na prevenção ou tratamento da doença”, afirma Anderson Junger Teodoro, professor da UFF e coordenador do estudo apresentado no Congresso Ganepão 2025.
Outro ponto relevante é a otimização dos métodos de preparo do café para maximizar seus compostos bioativos. Os pesquisadores ressaltam que essa individualização pode ser o diferencial para transformar o café em um futuro aliado no tratamento não só do câncer de próstata, mas também de outras doenças crônicas relacionadas ao envelhecimento masculino.
Mais do que um simples ritual matinal, tomar café pode transformar-se em um gesto de prevenção e cuidado. Para quem tem histórico familiar de câncer de próstata, adotar a bebida de maneira consciente e moderada pode ser um caminho acessível para reduzir riscos, sempre aliado à orientação médica e ao acompanhamento regular.
Enquanto novas pesquisas estão sendo desenvolvidas para validar os resultados em humanos e aperfeiçoar o uso da bebida como intervenção terapêutica, especialistas reiteram que o café, inserido de forma equilibrada na rotina, pode ser muito mais que sabor e tradição: torna-se símbolo de esperança, cuidado e prevenção.
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