Decisão amplia as opções terapêuticas para um grupo específico de pacientes; entenda a ação da substância e os benefícios apontados pela agência.
14 de outubro de 2026 às 12:49 - Atualizado às 13:02
Sede da Anvisa Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Uma nova opção de tratamento para o lúpus eritematoso sistêmico recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão, publicada na terça-feira, 13 de outubro, amplia a indicação do obinutuzumabe para adultos com a doença ativa em grau moderado a grave.
A aprovação contempla pacientes positivos para autoanticorpos que já estejam em uso do tratamento padrão. Trata-se de uma nova indicação terapêutica de um medicamento existente, e não da autorização de uma substância inédita.
O obinutuzumabe é um anticorpo monoclonal que atua sobre os linfócitos B, células do sistema imunológico envolvidas nos mecanismos do lúpus.
Segundo a Anvisa, os benefícios demonstrados incluem redução da atividade da doença, menor ocorrência de exacerbações — períodos de piora do quadro — e diminuição sustentada da exposição a corticosteroides.
A agência destaca que parte dos pacientes continua apresentando doença ativa mesmo com as terapias disponíveis. Esses quadros podem envolver crises recorrentes e dependência do uso contínuo de corticosteroides, associados a efeitos adversos importantes no longo prazo.
O lúpus é uma doença inflamatória autoimune. Nessa condição, o sistema de defesa passa a atacar tecidos saudáveis do próprio organismo, provocando alterações que podem atingir diferentes órgãos.
A forma sistêmica pode afetar pele, articulações, rins, sangue, coração, pulmões e cérebro. A intensidade varia entre os pacientes, assim como os órgãos comprometidos.
Por essa diversidade, o diagnóstico depende da avaliação dos sintomas, do exame clínico e de exames laboratoriais. Uma manifestação isolada não é suficiente para confirmar a doença.
Entre os sinais descritos pelo Ministério da Saúde estão cansaço, febre, dores articulares, inchaço, queda de cabelo e feridas na boca.
Também podem surgir lesões de pele que pioram com a exposição ao sol e vermelhidão no rosto em formato semelhante a uma borboleta. Os sintomas podem aparecer de maneira repentina ou gradual e alternar períodos de melhora e piora.
O lúpus ainda não tem cura, mas pode ser controlado. A escolha dos medicamentos depende da atividade da doença, das manifestações apresentadas e da avaliação de cada paciente.
O objetivo é controlar a inflamação, preservar os órgãos e melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento especializado também é necessário para monitorar possíveis efeitos adversos das terapias.
1
2
3
4
15:53, 03 Nov
29
°c
Fonte: OpenWeather
Os atendimentos ocorrerão por ordem de chegada, das 9h às 12h e das 13h às 16h, na sede da Alepe, localizada na Rua da União, nº 397, no bairro da Boa Vista.
Além do nível de alerta ou risco, os estados apresentam tendência de crescimento dos casos no longo prazo.
Uma das vantagens do teste molecular é a possibilidade de ampliar para cinco anos o intervalo entre as coletas após um resultado negativo.
mais notícias
+