O procedimento teve como objetivo remover a parte do pulmão afetada. Após a cirurgia, o pontífice permaneceu internado para recuperação e acompanhamento médico.
14 de outubro de 2026 às 08:57 - Atualizado às 09:02
Entenda o adenocarcinoma pulmonar, câncer diagnosticado no papa Leão XIV. Fotos: Divulgação/Vaticano News
O papa Leão XIV, de 71 anos, passou por uma cirurgia nesta terça-feira, 13 de outubro, para a retirada do lobo inferior do pulmão direito, após ser diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer que se desenvolve nas células do tecido pulmonar. A informação foi divulgada pelo Vaticano.
O procedimento teve como objetivo remover a parte do pulmão afetada. Após a cirurgia, o pontífice permaneceu internado para recuperação e acompanhamento médico. Até o momento, não foram divulgadas informações suficientes para determinar o estágio da doença ou se ele precisará de tratamentos complementares.
O adenocarcinoma pulmonar é um dos tipos mais comuns de câncer de pulmão. A doença integra o grupo dos tumores de células não pequenas e costuma se desenvolver nas regiões periféricas do órgão, em células que participam da produção de substâncias como o muco.
O adenocarcinoma é um tumor maligno que se origina em células glandulares. No pulmão, ele pode surgir em diferentes regiões do tecido e apresentar comportamentos distintos, conforme as características das células tumorais e a extensão da doença.
O câncer de pulmão pode se desenvolver de maneira silenciosa, especialmente nas fases iniciais. Por isso, algumas pessoas só recebem o diagnóstico quando a doença já provoca sintomas ou é identificada durante exames realizados por outros motivos.
O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de pulmão. No entanto, a doença também pode ocorrer em pessoas que nunca fumaram. A exposição à poluição do ar, ao fumo passivo e a determinadas substâncias presentes no ambiente de trabalho, além de fatores genéticos, também pode contribuir para o desenvolvimento de tumores pulmonares.
Entre os sintomas que podem estar associados ao câncer de pulmão estão tosse persistente, dor no peito, falta de ar, rouquidão, presença de sangue no escarro, cansaço e perda de peso sem explicação aparente. Esses sinais também podem estar relacionados a outras condições de saúde e, isoladamente, não confirmam o diagnóstico de câncer.
O tratamento do adenocarcinoma pulmonar depende de uma série de fatores, incluindo o tamanho e a localização do tumor, o estágio da doença, as condições clínicas do paciente e a presença ou não de células cancerígenas em outras partes do organismo.
Quando o tumor está localizado e a cirurgia é considerada adequada, a equipe médica pode indicar a retirada da parte do pulmão comprometida. A extensão da operação varia conforme a localização e as características da lesão. Em determinadas situações, o tratamento também pode envolver quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou medicamentos direcionados a alterações específicas das células tumorais.
No caso do papa Leão XIV, a cirurgia envolveu a retirada do lobo inferior do pulmão direito. A intervenção, por si só, não permite concluir que a doença foi eliminada nem determinar o prognóstico do pontífice. Essas avaliações dependem de informações clínicas e dos resultados dos exames realizados pela equipe responsável.
A definição dos próximos passos costuma considerar a análise do tecido retirado, os exames de imagem e a avaliação da possível extensão do tumor. Com esses dados, os profissionais de saúde podem estabelecer a estratégia de acompanhamento e tratamento mais adequada para cada paciente.
O diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, portanto, não representa uma situação única para todos os pacientes. A evolução da doença varia de acordo com o estágio em que é identificada, suas características biológicas e a resposta ao tratamento.
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