Ismael destacou o caso da Igreja Batista da Lagoinha de Alphaville, liderada pelo pastor André Fernandes, que cobra R$ 80 por batismo.
Youtuber Ismael. Foto: Reprodução/Redes sociais
O influenciador e youtuber Ismael gerou repercussão nas redes sociais após publicar um vídeo, no domingo, 3 de agosto, em seu canal no YouTube, no qual critica práticas elitistas adotadas por algumas igrejas. (Veja vídeo abaixo)
Segundo ele, há uma tendência crescente na construção de templos luxuosos, com espaços reservados a pessoas ricas e famosas, o que, em sua visão, fere os princípios de inclusão do cristianismo.
Durante o vídeo, Ismael destacou o caso da Igreja Batista da Lagoinha de Alphaville, localizada em Barueri, na Grande São Paulo, liderada pelo pastor André Fernandes. O influenciador criticou a cobrança de R$ 80 para fiéis que desejam se batizar, valor que inclui uma camiseta da igreja, classificando a prática como uma forma de venda casada e uma barreira econômica disfarçada.
“Luxo é uma forma de gourmetizar a igreja e separar as pessoas pobres. Porque, primeiro, já está localizada em um bairro onde a maioria das pessoas é rica. É Alphaville, Barueri. A gente conhece o preço do metro quadrado, os condomínios de alto padrão. E aí você ainda cobra uma taxa de batismo? Você faz com que o pobre não tenha acesso àquela igreja”, criticou.
Veja vídeo:
Para Ismael, o valor cobrado pode representar uma fatia significativa do orçamento de muitos fiéis, tornando a participação em rituais religiosos inacessível para parte da população. Ele aponta que isso contribui para um ambiente cada vez mais elitizado dentro das igrejas.
“É uma forma de limitar as pessoas que frequentam a igreja. Simples. Porque se o cara não tem R$ 80 pra pagar, o que acontece, gente? O salário mínimo é R$ 1.500. É praticamente 7% de um salário. E aí, o cara procura outra igreja. A gente viu uma igreja sair de centenas de membros”, afirmou.
Ismael encerra sua crítica chamando atenção para a lógica econômica por trás de tais práticas, sugerindo que, ao priorizar fiéis com maior poder aquisitivo, certas igrejas estariam favorecendo arrecadações maiores com dízimos, já que “10% do rico é muito maior que 10% do pobre”.
A Igreja Batista Lagoinha de Alphaville, localizada em Barueri, no estado de São Paulo, liderada pelo pastor André Fernandes, se tornou alvo de críticas após realizar a cobrança de R$ 80,00 dos fiéis que desejam se batizar. O valor em questão seria para a compra de uma camiseta e pulseira, aos quais seriam itens obrigatórios para utilizar no momento do batismo.
As informações foram reveladas através de uma mensagem divulgada em um grupo próprio da Igreja que rapidamente se espalhou na internet, dividindo as opiniões do público gospel.
"Todos que vão se batizar precisam realizar o check-in para a retirada da camiseta e pulseira do batismo. Sem camiseta ou pulseira, VOCÊ NÃO IRÁ BATIZAR", dizia a mensagem.
A repercussão foi imediata. Vários internautas classificaram a iniciativa como uma "comercialização da fé", ressaltando que o batismo, de acordo com a Bíblia, sempre foi um rito gratuito e acessível a todos.
"Nem Jesus, nem João Batista cobravam para batizar. Isso é transformar o templo em mercado", escreveu um usuário nas redes sociais.
Para grande parte do público, a cobrança vai de encontro aos princípios centrais do evangelho e revela uma lógica institucional que transforma experiências espirituais em serviços pagos. Já outros saíram em defesa da prática, alegando que a taxa busca padronizar a celebração e cobrir os custos envolvidos na realização do evento.
Nas redes sociais, a comunidade também chamou atenção para a inexistência de opções para quem não tem condições financeiras. Até agora, a igreja não esclareceu se há possibilidade de gratuidade para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Com mais de 1.700 batismos realizados, a estimativa é de uma arrecadação em torno de R$ 136 mil, o que tem gerado questionamentos sobre a venda de práticas religiosas consideradas sagradas.
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