Igreja cobra R$ 80 para realizar batismo. Fotos: Reprodução
A Igreja Batista Lagoinha de Alphaville, localizada em Barueri, no estado de São Paulo, liderada pelo pastor André Fernandes, se tornou alvo de críticas após realizar a cobrança de R$ 80,00 dos fiéis que desejam se batizar. O valor em questão seria para a compra de uma camiseta e pulseira, aos quais seriam itens obrigatórios para utilizar no momento do batismo.
As informações foram reveladas através de uma mensagem divulgada em um grupo próprio da Igreja que rapidamente se espalhou na internet, dividindo as opiniões do público gospel.
"Todos que vão se batizar precisam realizar o check-in para a retirada da camiseta e pulseira do batismo. Sem camiseta ou pulseira, VOCÊ NÃO IRÁ BATIZAR", dizia a mensagem.
A repercussão foi imediata. Vários internautas classificaram a iniciativa como uma "comercialização da fé", ressaltando que o batismo, de acordo com a Bíblia, sempre foi um rito gratuito e acessível a todos.
"Nem Jesus, nem João Batista cobravam para batizar. Isso é transformar o templo em mercado", escreveu um usuário nas redes sociais.
Para grande parte do público, a cobrança vai de encontro aos princípios centrais do evangelho e revela uma lógica institucional que transforma experiências espirituais em serviços pagos. Já outros saíram em defesa da prática, alegando que a taxa busca padronizar a celebração e cobrir os custos envolvidos na realização do evento.
Nas redes sociais, a comunidade também chamou atenção para a inexistência de opções para quem não tem condições financeiras. Até agora, a igreja não esclareceu se há possibilidade de gratuidade para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Com mais de 1.700 batismos realizados, a estimativa é de uma arrecadação em torno de R$ 136 mil, o que tem gerado questionamentos sobre a venda de práticas religiosas consideradas sagradas.
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