Celebrações na capelania da PMPE homenagearam a religiosa francesa conhecida pela "pequena via" e pela promessa de uma "chuva de rosas".
02 de outubro de 2026 às 06:30
Imagem de Santa Teresinha. Foto: Monique Leal/Paróquia Santa Teresa do Menino Jesus
Cinco missas e uma procissão marcaram as homenagens a Santa Teresinha do Menino Jesus na quinta-feira, 1º de outubro, no Oratório de Santa Teresinha, no Derby, área central do Recife. O espaço, que funciona como Capelania da Polícia Militar de Pernambuco, recebeu devotos ao longo do dia dedicado à santa.
A programação contou com a presença de policiais militares e do comandante-geral da PMPE, Coronel PM Ivanildo Cesar Torres de Medeiros. Às 18h30, foi realizada a procissão, integrando as manifestações de fé da data.
As celebrações recordaram a religiosa francesa que viveu apenas 24 anos e se tornou conhecida por ensinar que a espiritualidade poderia ser cultivada nas pequenas atitudes do cotidiano. Sua trajetória atravessou as fronteiras do convento e ganhou reconhecimento na Igreja Católica.
Nascida em Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873, Teresa Martin mudou-se com a família para Lisieux após a morte da mãe. Aos 15 anos, ingressou no Carmelo da cidade, onde viveu como religiosa.
Conhecida como Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, ela desenvolveu uma espiritualidade centrada na confiança em Deus e no amor. Morreu em 30 de setembro de 1897, aos 24 anos, e foi canonizada pelo papa Pio XI em 17 de maio de 1925.
O ensinamento associado à santa ficou conhecido como “pequena via” ou caminho da infância espiritual. Nessa perspectiva, a santidade poderia ser buscada nos gestos simples, nas responsabilidades diárias e na maneira de tratar as outras pessoas.
A experiência de Teresinha foi registrada em escritos autobiográficos reunidos em “História de uma Alma”, publicado um ano após sua morte. A obra ajudou a difundir sua mensagem e foi traduzida para diferentes idiomas.
Embora tenha vivido em um convento de clausura, sua dedicação à oração pelas missões levou ao reconhecimento como padroeira das missões, ao lado de São Francisco Xavier, em 1927. Em 1997, João Paulo II a proclamou Doutora da Igreja, em reconhecimento à importância de seus ensinamentos.
As rosas estão entre os símbolos mais conhecidos da devoção a Santa Teresinha. Na tradição católica, a expressão “chuva de rosas” está associada ao desejo da religiosa de continuar fazendo o bem após a morte, por meio de sua intercessão.
Essa imagem aparece na biografia publicada pelo Vaticano e ajuda a compreender a presença das flores nas representações da santa. Para os devotos, elas remetem às graças atribuídas à sua intercessão e à confiança que marcou seus escritos.
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Celebrações acontecem de 2 a 12 de outubro e incluem missas, terços, quermesses, vigília luminosa e a III Romaria Arquidiocesana do Terço dos Homens.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu não pautar para a sessão desta quarta-feira (30) o julgamento sobre as duas decisões.
O papa se manifestou sobre a questão e considera incompatível com os valores cristãos a combinação entre determinadas ideias da extrema direita e formas específicas de religiosidade.
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