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Pastor Silas Malafaia ataca Bolsa Família e critica fim da escala 6x1: "Compra de voto"

Durante sua fala, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo defendeu que a prosperidade do país está sendo freada pelo assistencialismo.

Cami Cardoso

06 de maio de 2026 às 09:09   - Atualizado às 09:44

Pastor Silas Malafaia ataca Bolsa Família e critica fim da escala 6x1: "Compra de voto"

Pastor Silas Malafaia ataca Bolsa Família e critica fim da escala 6x1: "Compra de voto" Foto: Reprodução

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), utilizou o culto do último domingo, 6 de maio, na Penha, Rio de Janeiro, para criticar duramente as políticas sociais e econômicas do governo federal. 

Diante de autoridades como o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador Cláudio Castro (PL), o religioso classificou o aumento no número de beneficiários do Bolsa Família como uma estratégia de "compra de votos" e se posicionou contra o fim da escala de trabalho 6x1, argumentando que a mudança compromete a produtividade nacional. 

Durante sua fala, Malafaia defendeu que a prosperidade do país está sendo freada pelo assistencialismo. Segundo o pastor, o fato de 53 milhões de pessoas dependerem do Bolsa Família após anos de gestão do atual grupo político demonstra uma falha estrutural e um interesse eleitoreiro.

"Tinha que diminuir, aumentou. Compra de voto na maior cara de pau", declarou o líder da ADVEC, apontando o que considera uma inversão entre a força produtiva e os dependentes de auxílios estatais.

Além disso, o pastor entrou no debate trabalhista ao rejeitar a proposta de fim da escala 6x1. Para ele, a manutenção do modelo atual é necessária para a construção de um "país forte", sugerindo que a alteração na jornada de trabalho prejudicaria a lógica de crescimento do Brasil.

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O altar também serviu de palco para Malafaia comentar sua atual situação jurídica. Réu em processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), o pastor renovou os ataques ao ministro Alexandre de Moraes e ao inquérito das fake news. 

Fim da Escala 6x1

Para 57% ou 92 milhões de brasileiros, a escala de trabalho 6 por 1 deve acabar. Outros 105 milhões (65%) enxergam o fim do regime de seis dias como um fator para aumentar a oferta de empregos no País. É o que mostra uma pesquisa do Instituto Locomotiva e QuestionPro.

A medida aumentaria a produtividade na visão de 68 milhões de brasileiros ou 42%. Além disso, 4 em cada 10 entrevistados acreditam que a economia não seria afetada caso o tipo de jornada fosse proibida.

A avaliação de 54% ou 87 milhões é de que a escala 6x1 afeta negativamente a saúde mental dos trabalhadores.

Com o fim do tipo de regime e a adoção de uma jornada mais curta, 65% (105 milhões) acreditam que a qualidade de vida de quem trabalha melhoraria, mesma percepção de outros 69% (112 milhões), caso a redução dos dias trabalhados ocorresse sem diminuição salarial.

Também 69% dos entrevistados concordam que a proibição do tipo de jornada levaria a mais tempo para descanso, lazer e família.

A pesquisa apontou ainda que 91% ou 147 milhões têm algum conhecimento sobre a atual discussão a respeito do fim da escala 6x1.

Entre os que trabalham ou moram com alguém que segue a escala, 97% está a par do debate, bem como 78% daqueles que não têm contato com a jornada.

Para o levantamento, foram feitas 1.461 entrevistas digitais por meio de autopreenchimento em todo País com pessoas acima de 18 anos.

O período de coleta de dados ocorreu entre 2 e 4 de dezembro de 2024, e a margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais.

Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Estadão Conteúdo

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