O ex-sacerdote foi preso no dia 23 de outubro, em Juatuba, na Grande BH, pela Polícia Civil.
19 de dezembro de 2024 às 12:54 - Atualizado às 13:09
Padre Bernardino Batista dos Santos Foto: Charles Tôrres
O padre Alexandre Paciolli, 55 anos, que estava preso, em Fortaleza, por acusações de importunação sexual e estupro de uma fiel na cidade de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, foi solto
Conforme o Ministério Público, o líder católico é "muito carismático, conhecido e influente", o que teria contribuído para praticar os crimes contra a mesma mulher em agosto de 2022 e janeiro de 2023.
O ex-sacerdote foi preso no dia 23 de outubro, em Juatuba, na Grande BH, pela Polícia Civil. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), agora o líder religioso será monitorado em casa, seguindo uma decisão judicial que revogou a prisão preventiva e determinou o uso de tornozeleira eletrônica.
Os abusos
Bernardino Batista dos Santos é denunciado por diversos estupros contra crianças de 3 a 11 anos entre 1999 e 2001. A denúncia que levou à abertura do inquérito policial em 2021, no entanto, refere-se a uma menina que relatou um caso durante uma excursão para um sítio em Tiros, na Região do Alto Paranaíba, em 2016.
A menina contou o ocorrido à mãe, e outras testemunhas também presenciaram o choro desesperado da criança depois do crime. O ex-padre sempre negava e tirava a credibilidade dela.
Há, também, relatos de outros episódios ocorridos, no mesmo sítio, no início dos anos 2000 e de quando o ex-sacerdote era diretor da escola infantil e pároco da Paróquia Nossa Senhora Medianeira e Santa Luzia, no bairro Paraíso, na Região Leste da capital mineira.
"Eu sou porta-voz de um grupo de mais de 60 mulheres que já me procuraram desde 2021. Queria agradecer primeiramente a todos nós, que nunca desistimos, desde 2021, buscando que a justiça fosse feita de alguma forma. Esse pedido de prisão nos dá algum alento, algum alívio, em meio a tanta luta", disse a advogada Carolina Rocha, uma das vítimas de Bernardino.
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Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.
A denominação, liderada pelo pastor André Valadão, possui mais de 700 filiais no Brasil e no exterior.
O Caso envolve os novos líderes da Manah Church, que têm ações judiciais em andamento por dívidas significativas.
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