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KIDS PRETO: Padre indiciado pela PF criou oração do GOLPE

Nas mensagens, o católico inclue nomes do Ministro da Defesa e de outros 16 generais.

27 de novembro de 2024 às 10:24   - Atualizado às 10:56

Foto: Arte/Portal de Prefeitura

Um dos 37 indiciados pela Polícia Federal (PF), O padre católico José Eduardo de Oliveira e Silva, da Diocese de Osasco, na Grande São Paulo, através do WhatsApp, criou e compartilhou mensagens como "oração ao golpe", logo após as eleições presidenciais. As mensagens foram enviadas no dia 3 de novembro de 2022. 

Segundo o relatório da PF, na mensagem com a oração enviada, o líder religioso pede que "todos os brasileiros, católicos e evangélicos" incluam nomes do Ministro da Defesa e de outros 16 generais quatro estrelas.

A mensagem contém o trecho:

"pedindo para que Deus lhes dê a coragem de salvar o Brasil, lhes ajude a vencer a covardia e os estimule a agir com consciência histórica e não apenas como funcionários público de farda (...)".

A investigação aponta também que a  mensagem com o pedido de oração, enviada para um contato chamando de Frei Gilson, demonstra que José Eduardo, após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas, "já disseminava a ideia de um golpe de Estado apoiado pelas Forças Armadas, para manter o então presidente no poder e impedir a posse do governo eleito".

O líder religioso ainda envia uma mensagem a Frei Gilson, pedindo que envie a oração para "pessoas de estrita confiança". Segundo a PF, isso evidenciou que o padre sabia da "ilicitude do conteúdo".

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José Eduardo é citado como integrante do núcleo jurídico do esquema. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, o núcleo assessorava os membros do suposto plano de golpe de estado na elaboração de minutas de decretos com fundamentação jurídica e doutrinária que atendessem aos interesses golpistas.

De acordo com a Polícia Federal, o padre supostamente participou de uma reunião no dia 19 de novembro de 2022, com Filipe Martins e Amauri Feres Saad – outros dois indiciados- como indicam os controles de entrada e saída do Palácio do Planalto.

O encontro, segundo o inquérito da PF, fazia parte de uma série de discussões convocadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para "tratativas com militares de alta patente sobre a instalação de um regime de exceção constitucional."

Filipe Martins era ex-assessor especial de Bolsonaro e foi preso pela PF em fevereiro. Durante a operação em fevereiro, o padre José Eduardo de Oliveira e Silva foi informado pela PF que terá que cumprir medidas cautelares para não ser preso.

O religioso é conhecido nas redes sociais por gravar vídeos no Youtube discutindo guerra cultural, aborto e a influência ruim das músicas e divas pop na vida de crianças e adolescentes. 

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