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Missa de Cinzas marca início da Campanha da Fraternidade 2026 e Quaresma, nesta quarta-feira (18)

O arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson Nóbrega de Souza é que vai celebrar, na Igreja Concatedral Santíssimo Coração Eucarístico de Jesus, no bairro do Espinheiro, em Recife.

18 de fevereiro de 2026 às 11:09   - Atualizado às 11:41

Dom Paulo Jackson, arcebispo de Olinda e Recife

Dom Paulo Jackson, arcebispo de Olinda e Recife Foto: Beto Dantas/ Portal de Prefeitura

O tema da Campanha da Fraternidade 2026 vai tratar sobre a Moradia e o seu Lema será: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

Nesta Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, se inicia o tempo da Quaresma, praticado pelos católicos e a Arquidiocese de Olinda e Recife convida os fieis para participarem da abertura e a tradicional Missa de Cinzas, às 16h, na Igreja Concatedral Santíssimo Coração Eucarístico de Jesus, no bairro do Espinheiro, em Recife.

O arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson Nóbrega de Souza é que vai celebrar. O site Portal de Prefeitura fará a cobertura do evento.

A Campanha quer iluminar, à luz do Evangelho, a realidade de milhões de brasileiros que ainda não têm acesso a uma casa adequada. A escolha do tema acolhe sugestão da Pastoral da Moradia e Favelas e reforça o compromisso histórico da Igreja com a defesa dos direitos sociais e da justiça.

A CF 2026 chama atenção para dados alarmantes da realidade habitacional brasileira: 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua. Para a Campanha, a casa é a porta de entrada para todos os demais direitos. Sem moradia, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. Inspirada na Encarnação de Cristo – “Ele veio morar entre nós” -, a proposta convida à conversão pessoal e social. 

Assunto reincidente

Esta não é a primeira vez que a Campanha da Fraternidade aborda o tema sobre o direito à habitação digna. Em 1993, a iniciativa trouxe o tema “Moradia”, tendo como lema “Onde moras?” (Jo 1,39).

Naquele ano, a Campanha denunciou a desigualdade urbana e o contraste entre a “cidade legal”, planejada e estruturada, e a “cidade irregular”, marcada por favelas, cortiços, ocupações e moradias precárias.

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A reflexão apontou problemas como especulação imobiliária; má distribuição do solo urbano; falta de saneamento e investimentos públicos; crescimento de favelas em áreas de risco e histórico de exclusão habitacional das populações pobres.

Entre as propostas que foram levantadas pela Campanha de 1993, estão: regularização de áreas ocupadas, construção de moradias populares, subsídios habitacionais, infraestrutura urbana e fortalecimento de associações comunitárias e da Pastoral da Moradia.

De acordo com a CNBB, ao retomar a temática da moradia em 2026, a Campanha da Fraternidade reforça sua missão de transformar a espiritualidade quaresmal em compromisso concreto com a justiça social, buscando despertar a consciência sobre o direito à moradia digna como expressão concreta da fé cristã.

Atualmente, ainda segundo a CNBB, 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e 328 mil pessoas vivem em situação de rua.

História da Campanha da Fraternidade

Promovida anualmente pela CNBB, a Campanha da Fraternidade propõe, durante a Quaresma, uma reflexão concreta sobre temas sociais à luz do Evangelho.

A Campanha da Fraternidade iniciou suas atividades na Quaresma de 1962, na cidade de Nísia Floresta (RN), por iniciativa de dom Eugênio de Araújo Sales.

No ano seguinte, a experiência foi ampliada para as três dioceses do Rio Grande do Norte e mais 13 dioceses do Nordeste, alcançando grande adesão, especialmente em Fortaleza (CE), sob o impulso de dom José de Medeiros Delgado.

Ainda em 1963, durante o Concílio Vaticano II, os bispos brasileiros decidiram levar a iniciativa para todo o país. A decisão foi comunicada por dom Hélder Câmara, então secretário-geral da CNBB. Com isso,, em 1964, a Campanha da Fraternidade passou a ser realizada em âmbito nacional, sob os cuidados da Cáritas e da CNBB.

Desde sua criação, a iniciativa foi pensada como uma mobilização de solidariedade, com tempo determinado e arrecadação financeira, voltada à promoção da fraternidade cristã por meio da ajuda aos mais necessitados.

Segundo a CNBB, de todo o valor arrecadado, 60% permanecem nas arquidioceses, formando os Fundos Arquidiocesanos de Solidariedade, que apoiam projetos locais. Os outros 40% compõem o Fundo Nacional de Solidariedade, destinado a iniciativas sociais em todo o Brasil.

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