Ricardo Izecson dos Santos, conhecido mundialmente como Kaká, Foto: Reprodução/Rede Social
A noite de culto em Sorocaba, no interior de São Paulo, transformou-se em um dos encontros mais marcantes do ano para os fiéis que lotaram a igreja local. O motivo era especial: Ricardo Izecson dos Santos, conhecido mundialmente como Kaká, voltou a reunir multidões desta vez longe dos gramados e perto do púlpito. Sem chuteiras, câmeras de TV ou clima de decisão, o ex-melhor do mundo usou apenas a Bíblia e o próprio testemunho para emocionar centenas de pessoas.
Kaká chegou de forma discreta, fugindo da pompa que marcou sua carreira em clubes gigantes como Milan, Real Madrid e São Paulo. Vestido de maneira simples, quase anônimo, ele se posicionou diante da igreja lotada como alguém que havia ido ali para servir — e não para ser celebrado. A expectativa era grande: famílias inteiras ocuparam bancos, escadas e corredores, transformando o espaço em uma espécie de “arena silenciosa”, onde o que ecoava eram orações e louvores.
Antes da pregação, o ex-jogador interagiu com o público com bom humor: fez embaixadinhas, chutou bolas autografadas e até sorteou uma camisa assinada. Um jovem que viajou mais de 500 km acabou levando o item para casa, emocionado.
A mensagem, intitulada “O poder da presença de Deus”, foi dividida em capítulos da própria história de Kaká. Ele relembrou o acidente na piscina, em 2000, que quase interrompeu sua carreira prematuramente; a surpresa da convocação para a Copa de 2002; e derrotas marcantes, como a final da Champions de 2005 e a queda da Seleção em 2006.
O momento mais sensível veio quando abordou sua passagem pelo Real Madrid. Entre críticas, lesões e pressão constante, Kaká revelou ter vivido uma profunda crise de identidade.
— Eu me perguntava todos os dias: sou o melhor do mundo ou a pior contratação da história? — relatou, levando o público ao silêncio.\
Ele explicou que a resposta veio através da fé:
— Eu descobri que minha identidade não estava no futebol. Antes de qualquer título, eu sou filho de Deus.
A igreja reagiu com aplausos, lágrimas e gritos de “glória a Deus”. No fim, Kaká foi cercado por admiradores que buscavam fotos, palavras de conforto e até orações. Entre multidões e sorrisos, ficou claro que sua missão fora dos gramados está apenas começando — e continua lotando “estádios”, agora espirituais.
Da redação do Portal com informações do FuxicoGospel
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