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Centro de Convenções da Assembleia de Deus foi alugado por R$ 2 milhões para a COP30; saiba mais

Uso do espaço religioso em evento internacional reacende debate sobre transparência e finalidade do patrimônio da igreja em Belém.

Portal de Prefeitura

19 de novembro de 2025 às 13:54   - Atualizado às 14:06

Centro de Convenções da Assembleia de Deus em Belém

Centro de Convenções da Assembleia de Deus em Belém Foto: Agência Pará

O aluguel do Centro de Convenções Centenário da Assembleia de Deus, em Belém, para abrigar uma parte da programação da COP30, desencadeou uma forte controvérsia entre membros da denominação. O espaço, administrado pela igreja e considerado um dos maiores complexos de eventos fechados da Região Norte, foi cedido ao Governo do Pará por R$ 2 milhões, contrato firmado pela Secretaria de Turismo (SETUR) e revelado recentemente.

O acordo, assinado em 7 de outubro de 2025, autorizou o uso do local entre 17 e 21 de novembro, período em que o centro recebeu o Pavilhão Pará Municípios, estrutura oficial da conferência climática. Embora o evento tenha sido considerado estratégico pelo governo estadual, a decisão dividiu opiniões dentro da própria Assembleia de Deus.

Espaço histórico e símbolo da denominação

Inaugurado em 2011 em celebração ao centenário da Assembleia de Deus no Brasil, o Centro de Convenções se tornou um marco arquitetônico e institucional para a chamada “Igreja-Mãe”. Construído com recursos próprios da denominação, o local tem capacidade para mais de 20 mil pessoas e, desde sua abertura, é um dos patrimônios mais emblemáticos da comunidade evangélica paraense.

Com a realização de atividades culturais e apresentações típicas da COP30 no interior do espaço, vídeos e fotos passaram a circular nas redes sociais e despertaram insatisfação entre parte dos fiéis, que questionam se o uso deveria ser restrito a finalidades religiosas.

Reações internas e pedidos de transparência

Entre os mais críticos está o pastor Marcelo Campelo, que publicou vídeos expressando indignação com o aluguel. Segundo ele, a igreja deveria ter consultado seus membros antes de permitir que um evento internacional sem vínculo religioso ocupasse o espaço financiado, ao longo dos anos, por meio de dízimos e ofertas.

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Outros fiéis replicaram o questionamento, enfatizando a necessidade de que a Assembleia de Deus divulgue de forma clara como os R$ 2 milhões serão aplicados. Para esse grupo, a transparência é essencial para manter a confiança e garantir que o montante retorne em benefício direto da obra, de projetos sociais ou da manutenção da estrutura.

Declarações antigas reacendem o debate

A polêmica fez ressurgir uma declaração de 2011 do pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus em Belém, em que ele afirmava que o Centro de Convenções não seria exclusivo da igreja, mas teria vocação para servir também à sociedade paraense, contribuindo para o turismo e fortalecendo a realização de grandes eventos.

O histórico de uso do espaço reforça esse posicionamento: em 2020, o local já havia sido alugado ao governo estadual para funcionar como hospital de campanha durante a pandemia de Covid-19.

Mesmo assim, parte dos fiéis argumenta que, diante da dimensão da COP30 e da sensibilidade do tema dentro da comunidade, seria necessário maior diálogo interno antes da assinatura do contrato.

Até o momento, a Assembleia de Deus em Belém não divulgou nota oficial sobre o assunto. A controvérsia continua movimentando redes sociais, grupos internos da denominação e lideranças locais enquanto a COP30 segue em plena realização na capital paraense.

Da redação do Portal com informações do FuxiciGospel 

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