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Intolerância religiosa cresce no mundo e cristãos seguem como grupo mais perseguido, aponta pesquisa

Levantamento do Pew Research Center mostra aumento da hostilidade social por motivos religiosos e registra casos em 55 países.

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09 de julho de 2026 às 14:56   - Atualizado às 15:03

Perseguição religiosa no Mundo

Perseguição religiosa no Mundo Foto: Divulgação/GoodPrime

A intolerância religiosa voltou a avançar em diferentes partes do mundo, segundo dados divulgados pelo Pew Research Center. O levantamento, que analisa a liberdade religiosa em 198 países e territórios, aponta que os episódios de hostilidade motivados por questões religiosas cresceram em 2023, alcançando 55 países, ante 45 registrados no ano anterior.

O estudo também mostra que os cristãos permaneceram como o grupo religioso mais perseguido, com registros de assédio, intimidação ou violência em 165 países. Na sequência aparecem os muçulmanos, afetados em 143 nações, e os judeus, alvo de hostilidades em 98 países.

Os dados reforçam a preocupação de pesquisadores e entidades ligadas aos direitos humanos com o aumento da violência motivada por diferenças religiosas e os impactos sobre a liberdade de crença em diversas regiões do planeta.

Pesquisa avaliou quase 200 países

O levantamento foi elaborado a partir da análise de 198 países e territórios, utilizando dois indicadores principais.

O primeiro é o Índice de Restrições Governamentais (GRI), que mede limitações impostas pelos governos ao exercício da religião, como leis, regulamentos e ações estatais.

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O segundo é o Índice de Hostilidades Sociais (SHI), responsável por medir episódios de violência, discriminação, intimidação e ataques praticados por indivíduos, grupos ou organizações contra pessoas e instituições religiosas.

Embora tenha sido registrada uma leve redução nas restrições promovidas por governos, o estudo identificou um crescimento significativo das hostilidades originadas na própria sociedade.

Cristãos lideram registros de perseguição

Entre os principais dados apresentados pela pesquisa, os cristãos continuam aparecendo como o grupo religioso com maior número de registros de perseguição.

Segundo o levantamento, houve casos envolvendo cristãos em 165 países, enquanto os muçulmanos foram alvo de hostilidades em 143 nações.

Já a população judaica teve registros em 98 países, número superior ao observado na edição anterior da pesquisa.

O estudo ressalta que esses registros incluem diferentes formas de perseguição, desde discriminação e ameaças até ataques físicos e destruição de patrimônios religiosos.

Ataques a templos cresceram

Outro dado que chama atenção é o aumento dos ataques contra locais de culto e patrimônios religiosos.

A pesquisa identificou casos de depredação de igrejas, sinagogas, mesquitas, cemitérios e outros espaços sagrados em 120 países, sendo a Europa a região com maior incidência proporcional desse tipo de ocorrência.

Além disso, foram registrados episódios de agressões físicas contra grupos religiosos em 96 países e assassinatos motivados por questões religiosas em 48 nações.

Ao todo, 151 países registraram pelo menos um tipo de violência física relacionada à religião durante o período analisado.

Conflitos internacionais influenciaram cenário

Os pesquisadores apontam que parte do crescimento da intolerância religiosa está associada ao agravamento de conflitos internacionais ocorridos ao longo de 2023.

Entre os fatores citados estão os desdobramentos do ataque do Hamas contra Israel e a guerra na Faixa de Gaza, acontecimentos que ampliaram tensões envolvendo diferentes comunidades religiosas em várias regiões do mundo.

O estudo destaca que esses conflitos contribuíram para o aumento de episódios de discriminação, vandalismo e violência contra grupos religiosos.

Especialistas defendem fortalecimento da liberdade religiosa

Diante dos resultados, especialistas e organizações voltadas à defesa dos direitos humanos reforçam a necessidade de ampliar políticas de proteção à liberdade religiosa.

Entre as medidas apontadas estão o incentivo ao diálogo entre diferentes tradições de fé, ações educativas voltadas ao respeito à diversidade religiosa e mecanismos de proteção às comunidades mais vulneráveis.

Para os pesquisadores, acompanhar os indicadores de intolerância religiosa é essencial para compreender os desafios enfrentados por diferentes grupos ao redor do mundo e desenvolver estratégias capazes de reduzir a violência motivada por crenças e garantir o livre exercício da religião.

Fonte: GoodPrime

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