Conhecida por atrair empresários e influenciadores, a congregação se tornou alvo de atenção nacional após denúncias sobre movimentações financeiras suspeitas e envolvimento de figuras ligadas ao setor bancário.
Crise na Lagoinha: igreja comandada por cunhado de Vorcaro é fechada após operação da PF Foto: Reprodução
A unidade da Igreja Batista da Lagoinha localizada no bairro Belvedere fechou oficialmente no último domingo, 15 de março. O encerramento marca o fim de um período de grande turbulência, que envolveu questões de fé, dinheiro e investigações federais.
Conhecida por atrair empresários e influenciadores, a congregação se tornou alvo de atenção nacional após denúncias sobre movimentações financeiras suspeitas e envolvimento de figuras ligadas ao setor bancário.
O ponto de inflexão para o fechamento foi a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em no início do mês de março pela Polícia Federal. Durante a operação, o pastor e empresário Fabiano Zettel se entregou às autoridades em São Paulo, após ter a prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Zettel, que atuava como pastor voluntário, é casado com Natália Vorcaro, irmã do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Investigações apontam que Zettel teria ajudado a coordenar operações financeiras suspeitas envolvendo lavagem de dinheiro e falsificação de títulos de crédito.
Embora a liderança da Lagoinha Global, comandada pelo pastor André Valadão, afirme que não houve irregularidades, relatórios do COAF indicam repasses milionários do Banco Master para empresas ligadas à igreja.
A unidade do Belvedere foi criada para atender a um público de alto poder aquisitivo, oferecendo cultos sofisticados e uma estrutura diferenciada. Durante anos, a igreja serviu como ponto de encontro entre líderes religiosos e empresários, reforçando sua imagem como “elite gospel” de Belo Horizonte.
A relação da família Vorcaro com a igreja é antiga: Daniel já atuou na Rede Super, enquanto Natália era figura central na unidade. Essa proximidade, no entanto, acabou atraindo críticas, especialmente em relação à ostentação e ao envolvimento político da congregação.
Com o fechamento, fiéis e líderes tentam lidar com o desgaste da marca Lagoinha na região. Além do escândalo financeiro, a unidade enfrentava questionamentos internos sobre privilégios e políticas internas, tornando a permanência insustentável.
A expectativa é que as investigações continuem, podendo revelar novos detalhes sobre a relação entre religião e finanças no Brasil, enquanto o fechamento da unidade marca um capítulo importante na história da igreja.
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