Centro de Convenções da Assembléia de Deus Foto: Divulgação
O aluguel do Centro de Convenções da Assembleia de Deus, em Belém, para a realização do evento cultural “Pavilhão Pará” desencadeou uma série de críticas entre fiéis da denominação e provocou um debate público sobre o uso do espaço. A locação, no valor de R$ 2 milhões, incluiu apresentações com danças típicas e músicas regionais, algumas contendo referências a elementos da cultura religiosa local.
Para parte dos membros da igreja, o centro construído com recursos arrecadados ao longo de décadas deveria ser reservado exclusivamente para atividades religiosas. Nas redes sociais, fiéis afirmaram que o local representa a identidade espiritual da denominação e não deveria abrigar conteúdos associados a outras tradições. As críticas ganharam força nos últimos dias, especialmente após vídeos das apresentações circularem digitalmente.
Diante das manifestações, o pastor Philipe Câmara, uma das lideranças à frente da gestão do espaço, restringiu comentários em seu perfil e decidiu se pronunciar. Em declaração pública, ele explicou que o aluguel do centro segue a mesma lógica de outros espaços onde a igreja tradicionalmente realiza cultos, como estádios e locais públicos. Segundo ele, o objetivo sempre foi utilizar diferentes estruturas para ampliar ações religiosas, sem que isso implicasse endosso a qualquer conteúdo apresentado por terceiros.
Philipe afirmou ainda que a igreja repassou orientações específicas aos organizadores do evento, mas relatou que nem todas teriam sido cumpridas. Disse compreender o incômodo dos fiéis e que também se sentiu desconfortável com algumas das cenas exibidas durante o festival cultural. O pastor reforçou que está aberto ao diálogo com qualquer membro da igreja interessado em esclarecer dúvidas ou apresentar considerações sobre o caso.
Em sua fala, destacou a importância de preservar a unidade entre os fiéis durante o processo de avaliação interna. “O papel da igreja é orar e manter a comunhão”, declarou, enfatizando que debates administrativos não devem comprometer vínculos espirituais da comunidade. Ele informou ainda que o pastor presidente da denominação retornará de compromissos internacionais na próxima semana e deve tratar do tema de forma mais ampla com a liderança local.
Enquanto isso, a Assembleia de Deus analisa internamente os desdobramentos da locação do centro e avalia possíveis ajustes nos critérios de uso do espaço para prevenir novas controvérsias. O caso segue repercutindo entre os membros e deve continuar sendo discutido nos próximos dias.
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A denominação, liderada pelo pastor André Valadão, possui mais de 700 filiais no Brasil e no exterior.
O Caso envolve os novos líderes da Manah Church, que têm ações judiciais em andamento por dívidas significativas.
Durante o evento, o religioso afirmou que os estudantes estão sendo "enganados pelos professores", recorrendo à narrativa do "marxismo cultural".
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