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Andressa Urach relata agressão ao filho após suspeitar que ele fosse gay

Influenciadora afirma que violência ocorreu durante período de radicalismo religioso e admite ter agido movida por preconceitos.

Portal de Prefeitura

24 de novembro de 2025 às 13:44   - Atualizado em 25 de novembro de 2025 às 16:21

Andressa Urach com o filho

Andressa Urach com o filho Foto: Reprodução/Rede Social

A influenciadora Andressa Urach declarou, em entrevista ao podcast Sem Filtro, que agrediu o filho mais velho, Arthur, durante o período em que seguia práticas rígidas de uma doutrina religiosa. Segundo ela, a violência ocorreu após suspeitar que o filho pudesse ser gay, motivação que hoje classifica como resultado de preconceito e intolerância.

Urach afirmou que, à época, vivia sob fortes influências religiosas e seguia regras que julgava obrigatórias para si e para a família. A influenciadora disse ter interpretado comportamentos do filho por meio de uma perspectiva que hoje reconhece como distorcida. “Dei uma surra nele porque achei que ele tinha um relacionamento homoafetivo. Eu fui religiosa e intolerante”, afirmou.

Em seu relato, ela explicou que, durante aquele período, acreditava estar defendendo valores doutrinários e que isso a levou a adotar atitudes de vigilância e controle sobre a vida do filho. Urach disse que a rigidez de sua conduta reforçava repressões internas e comportamentos que considerava corretos dentro do ambiente religioso em que estava inserida.

A influenciadora também mencionou um episódio anterior, quando foi condenada após publicar uma postagem considerada transfóbica. Na ocasião, ela utilizou a imagem de uma mulher trans durante o Carnaval e afirmou que a associou de maneira equivocada ao pecado. “Fui intolerante. Perdi o processo e mereci perder”, declarou.

Atualmente, Urach afirma que ainda mantém sua fé pessoal, mas sem vínculo institucional. Segundo ela, parte das experiências anteriores a levou a questionar práticas religiosas que hoje considera excessivamente rígidas. “Não preciso de intermediários. Quero uma fé que respeite a individualidade”, disse.

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O relato repercutiu nas redes sociais e reacendeu debates sobre violência doméstica motivada por preconceitos, os impactos de interpretações religiosas extremas e a necessidade de acolhimento a jovens LGBTQIA+ em ambientes familiares.

Da redação do Portal com informações do FuxicoGospel

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