Protesto no Recife. Foto: Reprodução
Na manhã desta terça-feira, 6 de maio, professores da rede municipal do Recife realizaram uma manifestação na Avenida Governador Agamenon Magalhães, no bairro do Derby, região central da capital pernambucana. A mobilização aconteceu após a categoria decretar greve, diante da falta de acordo com a gestão do prefeito João Campos. Os servidores reivindicam reajuste salarial e valorização profissional.
Entre as principais pautas dos professores estão o cumprimento integral da Lei do Piso Nacional do Magistério, a valorização da carreira docente e a reparação das perdas salariais acumuladas ao longo dos anos. De acordo com o sindicato da categoria, na última reunião realizada na segunda-feira (5), a Prefeitura do Recife novamente não apresentou uma proposta considerada satisfatória de reajuste, o que foi interpretado como um sinal de descaso com a educação pública.
A greve foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada no início da manhã desta terça-feira, no Clube Português, após diversas rodadas de negociação sem avanços concretos nas demandas da categoria. Vale lembrar que os profissionais da educação já estavam em estado de greve desde o dia 10 de abril.
Durante a mesa de negociação ocorrida na segunda-feira (5), na Escola de Formação de Educadores do Recife Professor Paulo Freire (EFER), a Prefeitura propôs um reajuste de 1,5% até junho, com acréscimo de 0,95% a partir de julho — valores bem abaixo do índice de 6,27% determinado pelo Piso Nacional do Magistério. A proposta também ignorou a recomposição das perdas salariais acumuladas, estimadas em 12,78%.
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