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Professores do Recife avaliam retorno de greve após rejeição de proposta da gestão João Campos

A principal reivindicação da categoria é o pagamento do Piso Salarial Nacional do Magistério com repercussão na carreira, conforme prevê a legislação.

Eduarda Queiroz

21 de maio de 2025 às 16:29   - Atualizado às 16:29

Professores do Recife avaliam retorno de greve após rejeição de proposta da gestão João Campos.

Professores do Recife avaliam retorno de greve após rejeição de proposta da gestão João Campos. Foto: Reprodução

Professoras e professores da rede municipal do Recife se reuniram na tarde desta quarta-feira, 21 de maio, a partir das 14h, no Clube Português, área central do Recife, para deliberar sobre os próximos passos da mobilização, com avaliação de retorno à greve.

A categoria segue em assembleia permanente desde a segunda-feira (19), após a rejeição unânime da proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura. 

A proposta mais recente da gestão João Campos, feita na tarde da terça-feira (20), prevê um reajuste escalonado de 3%, sendo 1,5% retroativo a janeiro, 1% a partir de maio e 0,5% em outubro. Além disso, a gestão propôs um abono de 3,27%, referente ao período de janeiro a dezembro de 2025, a ser pago em parcela única, sem data definida.

O valor, no entanto, não será incorporado à carreira, o que impede que alcance aposentadas e aposentados, além de não impactar a valorização profissional das professoras e professores da ativa.

A principal reivindicação da categoria é o pagamento do Piso Salarial Nacional do Magistério com repercussão na carreira, conforme prevê a legislação. A proposta apresentada pela Prefeitura sequer recompõe a inflação acumulada de 2024, e evidencia o descompromisso da gestão municipal com a valorização da educação pública.

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O SIMPERE reforça o chamado à categoria para manter a mobilização e participar da assembleia desta quarta-feira. Só a luta coletiva pode garantir que a Prefeitura respeite os direitos do magistério e atenda às reivindicações de quem faz a educação acontecer nas escolas do Recife.

Profissionais de educação física podem entrar em greve

Os profissionais de educação física do Recife, vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), estão travando uma luta contra a Prefeitura do Recife para conseguirem o reajuste salarial de 18,5%. A categoria destaca que, caso não consiga avançar nas negociações, pode decretar greve pela primeira vez. 

Atualmente, um profissional da área - em início de carreira -, que atua no Programa Academia da Cidade (PAC), ganha pouco mais de R$ 3.500, sem gratificações e sem ticket alimentação.

“A nossa expectativa é que haja um movimento da prefeitura de ceder e nos receber para uma nova rodada de negociação, onde a gente consiga se aproximar o máximo possível da nossa pauta”.

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