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PM diz que NÃO houve MÁ CONDUTA de agentes em MORTE de jovem JOGADOR DO SPORT vítima de BALA PERDIDA

O relatório foi enviado ao MPPE, que deve agora decidir sobre os próximos passos.

Everthon Santos

03 de novembro de 2024 às 08:28   - Atualizado às 08:28

Derik, jogador de futsal do Sport que foi morto por bala perdida.

Derik, jogador de futsal do Sport que foi morto por bala perdida. Foto: Divulgação

A Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) e a Polícia Civil concluíram as investigações sobre a morte de Dárik Sampaio da Silva, jovem jogador de futsal de 13 anos. O adolescente, que jogava na categoria sub-14 do Sport Club do Recife, foi atingido por uma bala perdida durante uma perseguição policial no bairro do Jordão, Zona Sul do Recife, em março deste ano.

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No entanto, o Inquérito Policial Militar (IPM) concluiu que não houve transgressão disciplinar por parte dos policiais envolvidos. O inquérito aponta que a coleta de depoimentos e perícias das armas utilizadas durante a perseguição não revelou provas conclusivas de má conduta.

O relatório foi enviado ao MPPE, que deve agora decidir sobre os próximos passos. Paralelamente, a Polícia Civil concluiu seu inquérito criminal e encaminhou os resultados ao Ministério Público, mas ainda não se sabe se algum dos policiais será indiciado ou preso.

"Estes elementos, ao serem confrontados, não resultaram em provas conclusivas, como também não houve provas de transgressão disciplinar. Sendo assim, o IPM foi remetido à Central de Inquéritos do Ministério Público, para adoção das providências cabíveis", diz a nota da SDS.

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Na última sexta-feira, 1º de novembro, data em que Dárik completaria 14 anos, o pai do adolescente, Davidson Silva, visitou a sede do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) acompanhado de um advogado e pediu a prisão dos responsáveis por atirar no filho.

"Meu filho não tinha a nada a ver [com a operação policial]. Estava conversando com as amigas, costume normal, de criança, na calçada, na frente da casa. Não conseguiu entrar por causa do cachorro. E tudo indica, como ele ficou na frente da casa, miraram nele e pensaram que ele estava querendo entrar na casa", descreveu o pai, em entrevista ao G1.

Entenda o caso

O caso ocorreu em 16 de março de 2024, quando a Polícia Militar (PM) foi acionada para atender a uma ocorrência de roubo de carro no Jordão. Durante a perseguição aos suspeitos, que tentaram fugir ao perceberem a presença dos agentes, os policiais chegaram a uma rua sem saída, onde Dárik estava com duas colegas. Segundo a versão oficial, os criminosos teriam iniciado um tiroteio, forçando os policiais a responder. Dárik, infelizmente, foi atingido por dois disparos, um na perna e outro na cintura. Apesar de tentar entrar na casa para se proteger, o jovem acabou ferido de forma fatal.

Ainda segundo relatos da família, mesmo com duas viaturas presentes na perseguição, nenhuma delas teria parado para socorrer o garoto. A PM afirma que outra equipe o levou à Policlínica do Ibura, onde ele chegou a receber atendimento de emergência, mas não resistiu. O detalhe do transporte do jovem na mala da viatura gerou controvérsias, e a PM foi questionada sobre o motivo desse procedimento, mas se limitou a dizer que “agiu com prontidão”.
 

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