Dani Portela. Foto: Beto Dantas/Portal de Prefeitura.
A deputada estadual Dani Portela (PSOL) participou, na manhã desta terça-feira, 13 de maio, de uma manifestação em apoio aos professores da rede municipal do Recife que estão em greve, reivindicando o reajuste salarial. (Veja vídeo abaixo)
Os educadores do Recife decidiram entrar em greve após a falta de acordo com a Prefeitura do Recife. A categoria pede 6,27% de aumento, a incorporação do reajuste à carreira para professores ativos e aposentados, garantia da aula-atividade (carga horária dedicada à preparação de aulas), entre outras exigências, como o aumento no tíquete-alimentação.
Em entrevista ao Portal de Prefeitura, Dani Portela reforçou seu apoio à categoria, além de lembrar que o piso salarial é um direito dos educadores garantido por lei.
"É importante dizer que o piso nacional da educação é uma lei. Uma garantia de que, anualmente, aquela categoria vai ter um reajuste de um valor mínimo necessário. Ninguém vai receber abaixo desse valor. E o nosso entendimento é que esse piso deve repercutir em todas as faixas da carreira, para que ele não vire teto. Então, toda prefeitura, todo poder executivo sabe que, em janeiro, precisa aplicar o piso nacional da educação. A proposta é de mais de 6%, e a Prefeitura do Recife apresentou uma proposta irrisória. Então, a gente diz que, para valorizar a educação, precisa pagar o piso na carreira", disse a deputada.
Veja vídeo:
Além disso, a deputada destacou que a greve é um direito garantido a todos de acordo com a Constituição Cidadã, e que também é prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
"O direito à greve é historicamente garantido. É um direito previsto na Constituição Cidadã. É um direito previsto na própria CLT. Tem uma lei específica que disciplina o direito à greve. É um instrumento democrático das categorias para fazerem suas reivindicações", continuou.
De acordo com a parlamentar, a Prefeitura do Recife se recusa a negociar com os servidores municipais enquanto os mesmos permanecerem em greve com as atividades paralisadas. A deputada também cobra que as mesas de negociação sejam reabertas.
"E agora, a Prefeitura do Recife se recusa a negociar enquanto as categorias estiverem paralisadas. Então, o objetivo é pedir para reabrirem as mesas de negociação, garantindo um direito que já é garantido pelas leis. Não estão pedindo nada. É cumprir a lei. É esse o pedido para o prefeito do Recife", afirmou.
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