Educadores requerem que o prefeito da capital pernambucana realize o repasse de 6,27% referente ao piso salarial de 2025, somados a 12,78% de perdas dos anos anteriores.
22 de abril de 2025 às 22:16 - Atualizado em 23 de abril de 2025 às 00:22
"João Campos, pague o que nos deve!", diz cartaz de protesto dos professores do Recife Imagem: Arte Portal de Prefeitura
No que depender do Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), o prefeito João Campos (PSB), não deixará de ser cobrado - a não ser que atenda a categoria e pague o reajuste de 6,27% referente ao piso salarial de 2025, somados a 12,78% de perdas dos anos anteriores.
O valor corresponde a correções não repassadas pelo prefeito, atingindo diretamente a remuneração dos professores.
Com o objetivo de pressionar o gestor municipal, o sindicato está com uma campanha na rua e nas redes sociais . De acordo com a instituição que representa a categoria, se o socialista não atender a demanda, a "educação vai parar" no município.
"Chega de desvalorização da carreira das professoras e professores. Se não valorizar, a educação vai parar. É lei, é direito e dever do prefeito pagar o que deve", reforça o Simpere.
Paralisação
Nesta quarta-feira, 23 de abril, os professores da rede municipal do Recife prometem realizar uma paralisação para reivindicar melhores condições de trabalho.
Segundo publicação feita no perfil oficial do Simpere, o ato acontecerá em frente a Câmara Municipal, a partir das 9h.
No Recife, além das pautas gerais da categoria, os profissionais de ensino também denunciam problemas específicos relacionados à gestão municipal.
Entre as principais críticas a atual gestão, estão o descumprimento da Lei do Piso Nacional do Magistério, a demora na realização de mesas de negociação, propostas consideradas insatisfatórias por parte do governo, além da destinação de apenas 1,5% do orçamento municipal para a educação.
O sindicato também aponta que houve um reajuste de apenas R$ 1 no tíquete alimentação e afirma que o Recife possui um dos piores salários "em linha reta do país" para a categoria.
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