Protesto dos entregadores de aplicativo no Recife. Foto: Divulgação
Entregadores de aplicativos de diversas cidades do Brasil preparam um boicote nacional nos dias 31 de março e 1º de abril. A mobilização, que reúne mais de um milhão de participantes, busca reajustar a taxa mínima de entrega, congelada há três anos em R$ 6,50.
O grupo exige que o valor suba para R$ 10,00, alegando que os custos com gasolina e manutenção das motos aumentaram neste período.
A paralisação deve atingir pelo menos 18 estados e mais de 40 cidades. No Recife, um grupo com mais de 500 participantes planeja uma manifestação na Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias da capital pernambucana.
Os entregadores argumentam que, mesmo com o crescimento do lucro das plataformas, os trabalhadores enfrentam condições cada vez mais precárias. Eles também cobram uma limitação de 3 km para os entregadores que utilizam bicicletas, reivindicando trajetos mais curtos para quem não tem veículo motorizado.
Além da falta de reajuste na taxa mínima, os entregadores denunciam que os aplicativos cortam os valores pagos quando há múltiplas entregas no mesmo trajeto. De acordo com o grupo, essa prática reduz ainda mais os ganhos dos trabalhadores.
"Se o lucro dos apps cresce todo ano, por que a gente fica mais pobre? Nós levamos comida, remédio, compras. Mantemos as cidades funcionando. Se fomos essenciais na pandemia, por que seguimos invisíveis? Agora chega! Sem reajuste, sem entrega", afirmam os organizadores do protesto em nota divulgada nas redes sociais.
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