Pernambuco, 23 de Abril de 2026

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CPRH devolve ao mangue 364 caranguejos apreendidos durante fiscalização no Recife

A operação, em conjunto com a Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma) também resultou em multa no valor de R$ 19.350 para os comerciantes, que foram conduzidos à delegacia.

Ricardo Lélis

23 de abril de 2026 às 20:26   - Atualizado às 20:26

Uma ação da CPRH soltou 364 caranguejos, nesta quinta-feira (23), em área de mangue preservada e protegida.

Uma ação da CPRH soltou 364 caranguejos, nesta quinta-feira (23), em área de mangue preservada e protegida. (Foto: Divulgação/ CPRH)

Uma ação da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) soltou 364 caranguejos, nesta quinta-feira, 23 de abril, em área de mangue preservada e protegida no Litoral Sul do estado.

Os animais foram apreendidos, durante fiscalização no Mercado Público de Afogados, Zona Oeste do Recife, na tarde de quarta (22), quando foi constatada a comercialização em período proibido, o chamado “defeso”.

Conforme portaria conjunta Nº 45/2026 do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), de 17a 22 de abril ficou proibido caçar, comprar e vender o caranguejo-uçá, sem a declaração de estoque ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por se tratar de época de reprodução da espécie.    

A operação, em conjunto com a Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma), além da apreensão dos crustáceos, resultou em multa no valor de R$ 19.350 para os comerciantes, que foram conduzidos à delegacia.

Dos 364 caranguejos, 341 eram machos e 23 fêmeas, muitos com sinal de uso de armadilha predatória, o que também é proibido pelo MPA.

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De acordo com o gerente da Unidade de Gestão de Fauna da CPRH, Iran Vasconcelos, no caso das fêmeas a comercialização não é permitida, mesmo fora do período de defeso. Para a soltura, foi realizada a limpeza dos animais e a retirada dos resquícios de armadilhas para eles retornarem ao mangue em condições propícias para cumprir o ciclo natural da espécie. 

A portaria do MPA/MMA determina períodos, que vão de janeiro a abril, com proibição para a caça, compra e venda do caranguejo-uçá em 2026.

Em janeiro, a fase foi do dia 18 ao dia 23; no mês de fevereiro foi do dia 1º ao dia 6 e do dia 17 ao dia 22; já em março foi de 3 a 8 e de 18 ao dia 23; e agora, em abril, do dia 17 ao dia 22, quando a espécie entra na última fase reprodutiva deste ano.

A preservação do caranguejo-uçá é fundamental para a preservação dos manguezais, pois ele contribui para a oxigenação do solo, limpeza natural do ambiente e o desenvolvimento da biodiversidade local.

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