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Traficante "Diaba Loira", ligada ao TCP, é encontrada morta após confronto com Comando Vermelho

O corpo foi encontrado enrolado em um lençol, com marcas de tiros na cabeça e no tórax.

Isabella Lopes

15 de agosto de 2025 às 13:40   - Atualizado às 13:48

Diaba Loira.

Diaba Loira. Foto: Reprodução

A noite de quinta-feira, 14 de agosto, terminou com a confirmação da morte de Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como “Diaba Loira”. O corpo foi encontrado enrolado em um lençol, com marcas de tiros na cabeça e no tórax, na Rua Cametá, em Cascadura, Zona Norte do Rio. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o crime.

Natural de Santa Catarina, Eweline ganhou notoriedade ao exibir armamento pesado, como fuzis e pistolas, nas redes sociais. Segundo investigações, ela começou a se envolver no tráfico em 2022, após sofrer uma tentativa de feminicídio cometida pelo ex-companheiro. Na ocasião, teve o pulmão perfurado e precisou passar por cirurgia.

Recuperada dos ferimentos, mudou-se para o Rio de Janeiro e se aproximou do Comando Vermelho (CV), que atua no tráfico de drogas na Gardênia Azul, Zona Oeste. Em 2023, foi flagrada transportando sete quilos de cocaína e, em junho de 2024, apareceu em vídeos atirando contra policiais militares durante uma operação.

Ruptura com o CV e novas alianças

Nos últimos meses, Eweline rompeu com o CV e declarou publicamente aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP). Em suas redes, passou a compartilhar conteúdo relacionado à Tropa do Coelhão, liderada por William Yvens Silva, grupo vinculado ao TCP no Complexo da Serrinha, em Madureira.

Uma tatuagem nas costas mostrava seu comprometimento com a nova facção: uma mulher segurando um fuzil e fazendo o número três, acompanhada de imagens de um coelho e de um jacaré, símbolos associados ao TCP.

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Confronto com rivais e ameaças

A mudança de lado acentuou o risco de retaliação. Em vídeos, “Diaba Loira” desafiava criminosos do CV, chamando-os de “despreparados” e dizendo que não temia ser executada.

Em julho, ela publicou um desabafo sobre a morte da mãe, que, segundo ela, teria sido assassinada por integrantes do CV. Na gravação, acusou rivais de destruir “a única pessoa” que tinha na vida.

Mandados de prisão e buscas policiais

Contra Eweline constavam ao menos três mandados de prisão. Dois deles foram expedidos pela Justiça de Santa Catarina, por tráfico de drogas e organização criminosa, com condenação definitiva e pena restante de cinco anos e dez meses em regime fechado. O terceiro, emitido no Rio de Janeiro, envolvia rompimento de monitoramento eletrônico.

O Setor de Inteligência da Polícia Militar de Santa Catarina e forças de segurança do Rio monitoravam seus passos. O Disque Denúncia chegou a divulgar cartaz pedindo informações sobre seu paradeiro.

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