Nono julgamento de Albino Santos de Lima analisou o assassinato de uma jovem em Maceió; jurados rejeitaram a tese apresentada pela defesa.
09 de outubro de 2026 às 11:37 - Atualizado às 11:38
Albino Santos de Lima ficou conhecido como o "serial killer de Alagoas". Foto: Reprodução/RecordTV
Uma nova condenação de 30 anos de prisão elevou para mais de 234 anos a soma das penas impostas a Albino Santos de Lima, conhecido como o “serial killer de Alagoas”. O julgamento ocorreu na quarta-feira, 7 de outubro, no Tribunal do Júri da 9ª Vara Criminal de Maceió, pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, de 21 anos.
A jovem foi morta a tiros em outubro de 2023, no conjunto Joaquim Leão, no bairro Vergel do Lago, na capital alagoana. A sessão foi conduzida pelo juiz Geraldo Amorim e terminou com a responsabilização do réu pelo homicídio.
Com a sentença, as condenações chegam a 234 anos, dois meses e 13 dias de reclusão, segundo o total divulgado pela imprensa local com base nas informações do Ministério Público de Alagoas (MPAL). Albino permanece preso desde 2024.
Durante o julgamento, a promotora Adilza de Freitas sustentou que Albino passou a perseguir Mikaele depois de uma interação pela internet. Segundo a acusação, ele utilizou um perfil em uma rede social para oferecer R$ 250 por uma relação sexual, proposta recusada pela jovem.
A promotoria afirmou que não havia relacionamento amoroso entre os dois. Essa versão contraria a narrativa de que o assassinato teria ocorrido após uma tentativa de reconciliação. A defesa contestou a aproximação descrita pelo Ministério Público e negou que o réu tivesse oferecido dinheiro à vítima.
Para a acusação, o homicídio foi planejado. Os elementos apresentados apontaram que Albino monitorou a jovem antes do ataque e posteriormente registrou a morte dela em um arquivo digital.
A defesa tentou convencer o Conselho de Sentença de que Albino não poderia ser responsabilizado criminalmente em razão de problemas de saúde mental. A tese foi rejeitada pelos jurados, que também reconheceram as duas qualificadoras apresentadas pela acusação.
Após o julgamento, a promotora citou um exame psiquiátrico que, segundo ela, apontou que o réu tinha capacidade de compreender o caráter ilícito do crime e de agir de acordo com esse entendimento.
Antes da sessão desta semana, Albino já tinha recebido oito condenações. Os processos anteriores envolvem homicídios e outros crimes cometidos em Maceió, com julgamentos realizados entre abril de 2025 e maio de 2026.
Na condenação anterior, em 15 de maio, ele recebeu uma pena de 29 anos e um dia de prisão pela morte de José Ilso Siqueira Filho, de 24 anos. O Ministério Público apontou que Albino mantinha arquivos com informações sobre vítimas e planejava os ataques antes de executá-los.
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