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Estudante de Direito é presa após ser acusada de ser uma "serial killer" e assassinar quatro pessoas

De acordo com o Ministério Público, a universitária teria se aproximado das vítimas fingindo amizade ou relacionamento amoroso, com o objetivo de se apropriar dos bens delas.

Redação

12 de outubro de 2025 às 09:43   - Atualizado às 09:44

Estudante de Direito é presa após ser acusada de ser uma serial killer e assassinar quatro pessoas.

Estudante de Direito é presa após ser acusada de ser uma serial killer e assassinar quatro pessoas. Foto: Divulgação

Ana Paula Veloso Fernandes, uma estudante de Direito, de 35 anos, apontada como uma serial killer pelo Ministério Público. Ela foi presa preventivamente e agora responde na Justiça sob a acusação de ter matado, por envenenamento, pelo menos quatro pessoas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

As mortes ocorreram entre janeiro e maio deste ano. Segundo a Promotoria, as vítimas foram Marcelo Hari Fonseca e Maria Aparecida Rodrigues, ambos mortos em Guarulhos, na Grande São Paulo; Neil Corrêa da Silva, idoso assassinado em Duque de Caxias (RJ); e Hayder Mhazres, um tunisiano que vivia na capital paulista.

O Ministério Público acredita que Ana Paula matou essas pessoas com substâncias tóxicas ainda não identificadas. Exames periciais estão em andamento, e pelo menos três corpos devem ser exumados para confirmar o uso de veneno.

De acordo com os promotores Rodrigo Merli Antunes e Vania Caceres Stefanoni, que apresentaram a denúncia, Ana Paula teria se aproximado das vítimas fingindo amizade ou relacionamento amoroso, com o objetivo de se apropriar dos bens delas. Em documento enviado à Justiça, os promotores a chamam de “verdadeira serial killer” e destacam a gravidade dos crimes.

As investigações indicam que Ana Paula não agiu sozinha. O Ministério Público apura o envolvimento da irmã gêmea dela, Roberta Cristina Veloso Fernandes, e de Michelle Paiva da Silva, de 43 anos, filha de uma das vítimas. As duas também foram presas. Roberta foi detida em agosto, em São Paulo, e Michelle acabou presa em Duque de Caxias, em uma operação conjunta das polícias civis dos dois estados. Ambas devem ser transferidas para a capital paulista.

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Antes de se tornar alvo da denúncia por homicídio, Ana Paula já estava sob investigação. Ela havia sido presa em 9 de julho, após confessar à polícia que tentou envenenar colegas de faculdade com um bolo. Segundo os agentes, ela afirmou que queria se vingar e incriminar a esposa de um policial militar com quem mantinha um relacionamento extraconjugal. Na época, as suspeitas se restringiam ao caso do bolo. Mas, após novas apurações, os investigadores passaram a relacioná-la a uma sequência de mortes com características semelhantes.

No início de setembro, a Justiça decretou a prisão preventiva de Ana Paula pelos quatro homicídios. O Ministério Público sustenta que o padrão dos crimes indica uma "atuação metódica". A polícia segue investigando se há outras mortes ligadas à estudante.

Atualmente, Ana Paula está detida em uma unidade prisional do estado de São Paulo. A irmã dela e Michelle Paiva também permanecem presas enquanto as autoridades tentam esclarecer o número total de vítimas e as circunstâncias de cada caso.

 

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