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Polícia investiga infiltração do PCC no setor de combustíveis e interdita quase 50 postos

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, foi revelado uma interconexão direta entre empresários locais e fundos operadores investigados pela operação.

Gabriel Alves

05 de novembro de 2025 às 11:24   - Atualizado às 11:24

Esquema do PCC investigado pela polícia.

Esquema do PCC investigado pela polícia. Imagem gerada por Inteligência Artificial

Policiais civis deflagraram nesta quarta-feira, 5 de novembro, a Operação Carbono Oculto 86, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. 

Pelo menos 49 postos de combustível foram interditados em três estados: Piauí, Maranhão e Tocantins.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) informou que o grupo utilizava uma complexa estrutura de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar capitais ilícitos, fraudar o mercado de combustíveis e ocultar patrimônio.

“A investigação revelou interconexão direta entre empresários locais e os mesmos fundos e operadores financeiros investigados pela Operação Carbono Oculto, que integrou Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público de São Paulo e PM [Polícia Militar] paulista para desarticular um esquema nacional de lavagem de dinheiro de organizações criminosas".

Ainda de acordo com a SSP-PI, os 49 postos de combustíveis interditados estão localizados nos seguintes municípios do Piauí: Teresina, Lagoa do Piauí, Demerval Lobão, Miguel Leão, Altos, Picos, Canto do Buriti, Dom Inocêncio, Uruçuí, Parnaíba e São João da Fronteira.

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No Maranhão, os estabelecimentos ficavam nas cidades de Peritoró, Caxias, Alto Alegre e São Raimundo das Mangabeiras; além de São Miguel do Tocantins.

Agência Brasil

PCC e CV negociam transporte de drogas

Um relatório conjunto da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e da Direção Nacional de Inteligência (DNI) da Colômbia revelou a crescente cooperação entre facções brasileiras como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) e grupos armados colombianos na chamada “Amazônia Compartilhada”, região de fronteira entre os dois países.

O documento, ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso, aponta que o território amazônico se consolidou como um dos principais corredores do narcotráfico internacional, com conexões que chegam à África e à Europa.

De acordo com o relatório, os entorpecentes principalmente cloridrato de cocaína, pasta base e maconha tipo skunk seguem pela rota do Solimões, um extenso corredor fluvial que liga o Peru e a Colômbia ao interior do Brasil. O Comando Vermelho domina o comércio varejista de drogas nos estados do Amazonas, Pará, Acre e Rondônia, enquanto o PCC atua mais fortemente em Coari e Manaus, concentrando-se no tráfico internacional desde 2020.

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