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PM nega prisão de presidente dos metroviários e diz que apenas conduziu para delegacia

O sindicato deflagrou a greve nesta segunda-feira, 3 de novembro, após um trem pegar fogo e paralisar o ramal Camaragibe por uma semana.

Gabriel Alves

03 de novembro de 2025 às 16:10   - Atualizado às 16:10

Momento em que PM conversa com líder dos metroviários.

Momento em que PM conversa com líder dos metroviários. Foto: Reprodução

A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) negou que o presidente do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), Luiz Soares, havia sido preso na manhã desta segunda-feira, 3 de novembro, dia em que foi deflagrada a greve da categoria após o incêndio em um trem do Metrô do Recife, que resultou na paralisação do ramal Camaragibe por uma semana.

"Esse fato gravíssimo não pode ser tratado como uma fatalidade. É o resultado direto da falta de investimentos e do descaso com o transporte público", afirma o posicionamento.

Em vídeos gravados pela entidade, o líder sindical é conduzido à viatura e, na sequencia, liberado, pois nenhum funcionário manifestou interesse em representar o ocorrido junto à autoridade policial. Logo depois do ocorrido, o Sindmetro-PE enviou uma nota à imprensa informando a prisão o que, segundo o posicionamento da PMPE, não aconteceu.

Confira nota completa da corporação policial sobre o caso

"A Polícia Militar de Pernambuco, por meio do 25º Batalhão, foi acionada para garantir a passagem dos trabalhadores que não aderiram à greve e queriam entrar no Centro de Manutenção da CBTU, em Cavaleiro. Na operação, o líder sindical chegou a ser conduzido à viatura e, na sequencia, liberado, pois nenhum funcionário manifestou interesse em representar o ocorrido junto à autoridade policial. A Corporação ressalta que as tratativas da ocorrência seguem relacionadas ao possível desbloqueio e à garantia de acesso aos locais de trabalho aos funcionários que desejem não aderir ao movimento grevista e continuar exercendo suas funções".

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Veja nota do sindicato

"Essa prisão é um ato de abuso e autoritarismo, um ataque direto à liberdade sindical e ao direito constitucional de greve. Criminalizar a organização dos trabalhadores é um retrocesso inaceitável e um atentado à democracia. A greve foi decidida de forma coletiva pelos metroviários e metroviárias na noite do último dia 30 de outubro de 2025, diante do abandono do Governo Federal e da falta de condições mínimas de segurança no sistema metroviário", diz a nota do sindicato.

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