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PF deflagra operação e prende policiais militares ligados a milícias e facções no Rio de Janeiro

Sete policiais militares alvos da operação foram presos e encaminhados à unidade prisional da corporação em Niterói.

11 de março de 2026 às 13:32   - Atualizado às 13:34

O Supremo Tribunal Federal (STF) também determinou o imediato afastamento das funções públicas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) também determinou o imediato afastamento das funções públicas. Foto: Polícia Federal/divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou a 3ª fase da Operação Anomalia, nesta quarta-feira, 11 de março, visando desarticular um núcleo composto por policiais militares do estado do Rio de Janeiro, envolvidos com facções e milícias. Desde as primeiras horas da manhã, os policiais federais cumprem mandados de prisão dos investigados.

Os sete policiais militares alvos da operação foram presos e encaminhados à unidade prisional da corporação em Niterói. Segundo a Polícia Militar do Rio, eles serão submetidos a processos administrativos disciplinares.

Na ação de hoje, os agentes também cumprem sete mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, nos bairros Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz; e de Nova Iguaçu e Nilópolis, na Baixada Fluminense.

O Supremo Tribunal Federal (STF) também determinou o imediato afastamento das funções públicas de todos os investigados, bem como a quebra do sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos. O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Rio.

Investigação detalha atuação

As apurações dão conta que os policiais militares alvos da operação se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado. "A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito”.

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Segundo a PF, os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais. O material apreendido durante as buscas será submetido à análise, para a identificação de possíveis outros agentes envolvidos no esquema.

A operação é fruto das apurações conduzidas pela força-tarefa Missão Redentor II, que consolida as diretrizes do STF em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que ficou conhecido como ADPF das Favelas - ação julgada pelo STF que discute a atuação das forças policiais em operações nas favelas do estado do Rio de Janeiro.

"A ação estabelece a atuação uniforme da PF na produção de inteligência para desmantelar facções ligadas ao tráfico de drogas e armas, promovendo a asfixia financeira de tais organizações e o corte sumário de suas conexões com agentes do Estado”, disse a nota da Polícia Federal.

Delegado preso

Nesta última terça-feira, 10 de março, os policiais federais prenderam três policiais civis do Rio de Janeiro, entre eles o delegado titular de uma delegacia da capital. 

O grupo é investigado por utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes da maior facção criminosa do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, além de praticar corrupção e lavagem de dinheiro.

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