Pernambuco, 08 de Setembro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

No Rio de Janeiro, operação da polícia civil investiga esquema de falso banco ligado a igreja

Batizada de 'Operação Golpe de Fé', os responsáveis utilizavam a influência de um líder religioso para atrair fiéis interessados em investimentos

Romildo Lacerda

18 de agosto de 2026 às 13:44   - Atualizado às 14:11

Polícia Civil do Rio realiza operação contra suposto grupo criminoso que atua em golpes

Polícia Civil do Rio realiza operação contra suposto grupo criminoso que atua em golpes Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta terça-feira, 18 de agosto, uma operação para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes financeiros e utilizar empresas para ocultar e movimentar recursos obtidos de vítimas.

Batizada de 'Operação Golpe de Fé', a investigação mira um esquema que teria como fachada um suposto banco digital relacionado a uma igreja evangélica.

De acordo com as apurações, os responsáveis utilizavam a influência de um líder religioso para atrair fiéis interessados em investimentos.

As vítimas eram convencidas a aplicar dinheiro sob a promessa de retornos que poderiam chegar a 10% ao mês. Com o passar do tempo, porém, os pagamentos deixaram de ser realizados, gerando um prejuízo estimado em R$ 1,11 milhão.

Mandados em cinco cidades

As equipes policiais cumprem mandados de busca e apreensão em imóveis localizados no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Duque de Caxias, além de endereços no estado de São Paulo.

Veja Também

A ação busca reunir documentos, equipamentos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a estrutura financeira do grupo criminoso.

Segundo a investigação, depois de receber os aportes dos investidores, os responsáveis começaram a apresentar explicações para justificar os atrasos nos pagamentos. As devoluções, entretanto, foram posteriormente interrompidas.

Até agora, sete registros de ocorrência foram associados ao esquema.

A polícia acredita que a organização possuía uma divisão de tarefas, com integrantes responsáveis por conquistar novos clientes, administrar os valores recebidos e executar as movimentações financeiras.

Empresa tinha capital de R$ 5 milhões

Um dos pontos que despertaram a atenção dos investigadores foi a estrutura societária da empresa apontada como responsável pela operação do suposto banco digital. O negócio apresentava capital social declarado de R$ 5 milhões.

Apesar disso, a investigação identificou sócios cuja capacidade financeira, segundo a polícia, não seria compatível com o patrimônio e os valores movimentados pela empresa.

A discrepância levantou a hipótese de que algumas pessoas tenham sido utilizadas como interpostas pessoas, com o objetivo de dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pela administração do negócio.

Os investigadores também rastrearam transferências para contas particulares do principal alvo da operação e para empresas relacionadas a ele. Entre os empreendimentos estão negócios ligados aos segmentos de construção civil, laboratório, consultoria contábil e serviços de pagamento.

Movimentação milionária chamou atenção

Durante a análise das transações, a polícia encontrou ainda uma conta que teria funcionado como um ponto de passagem para parte dos recursos movimentados pelo grupo.

Somente nesse endereço financeiro, foram identificados mais de R$ 5,4 milhões em operações classificadas como estornos.

A movimentação é considerada relevante para o avanço da investigação, que tenta determinar a origem e o destino dos valores, além de verificar se os recursos provenientes das vítimas foram misturados ao patrimônio de empresas e pessoas ligadas aos investigados.

Familiares também são investigados

As diligências alcançaram ainda pessoas próximas ao principal investigado. A mulher e o filho dele aparecem formalmente como sócios de empresas que, conforme os investigadores, podem ter sido utilizadas para movimentar recursos e realizar retiradas de grandes quantias em dinheiro vivo.

A participação dos familiares ainda é objeto de apuração. A polícia busca esclarecer se eles tinham conhecimento da origem dos valores e qual teria sido o papel de cada um na estrutura empresarial investigada.

As equipes continuam analisando documentos e dados financeiros para identificar outros possíveis integrantes do grupo, compreender o caminho percorrido pelo dinheiro e localizar patrimônio que possa ter sido adquirido ou movimentado com recursos provenientes dos supostos golpes.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

19:50, 08 Set

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Cláudio Rafael Landeiro Moreira.
Ação

Polícia indicia 13 por linchamento de ciclista falsamente acusado de roubo

Cinco delas vão responder por homicídio triplamente qualificado, sendo que quatro estão presas.

Homem é preso após filha de cinco meses morrer em acidente de moto
Trágico

Homem é preso após filha de cinco meses morrer em acidente de moto no Grande Recife; pai confessou está alcoolizado

A bebê sofreu ferimentos graves ao cair do veículo e foi socorrida para a UPA do Curado II. Apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu

Agentes da PRF em Operação Independência 2026.
Segurança

Operação Independência: PRF registra três mortes e fiscaliza 2.422 veículos em Pernambuco

Ao todo, foram emitidos 1.641 autos de infração e identificadas 28,6 toneladas de excesso de peso em veículos fiscalizados. A fiscalização teve como foco condutas consideradas graves e que representam risco no trânsito.

mais notícias

+

Newsletter