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Líder de organização criminosa é condenado a mais de 37 anos em Ipubi (PE)

Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a condenação reúne uma série de crimes praticados durante uma ofensiva violenta registrada em 2024.

25 de julho de 2026 às 09:12   - Atualizado às 10:14

Homem condenado na cadeia.

Homem condenado na cadeia. Foto: Ilustração/Freepik

A Justiça de Pernambuco condenou um homem apontado pelas investigações como líder de uma organização criminosa com atuação no Sertão do Araripe a mais de 37 anos de prisão. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri da Comarca de Ipubi e divulgada nesta quinta-feira, 23 de julho. Além da pena em regime inicial fechado, o condenado também deverá pagar 1.020 dias-multa.

Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a condenação reúne uma série de crimes praticados durante uma ofensiva violenta registrada em 2024. O réu foi responsabilizado por tentativa de homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe e utilização de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Ele também recebeu condenações por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo.

Homem condenado na cadeia.

As investigações apontaram que os crimes ocorreram na madrugada de 26 de agosto de 2024, no distrito de Serrolândia, zona rural de Ipubi. Conforme a denúncia apresentada pelo MPPE, a sequência de ataques teria sido motivada pela disputa entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas na região.

Na ocasião, homens armados invadiram imóveis e efetuaram diversos disparos contra moradores. Apesar da gravidade da ação, todas as vítimas sobreviveram após serem socorridas e receberem atendimento médico. O episódio provocou grande mobilização das forças de segurança, que iniciaram diligências logo após os atentados.

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Ainda de acordo com o Ministério Público, a resposta rápida das equipes policiais permitiu localizar o acusado poucas horas depois dos crimes. Durante a operação, os agentes apreenderam drogas, balanças de precisão e armas de fogo que, posteriormente, seriam fundamentais para o andamento do processo.

A perícia técnica teve papel decisivo durante o julgamento. Os exames balísticos confirmaram que as armas encontradas com o réu haviam sido utilizadas nos disparos registrados durante os ataques em Serrolândia. Para a acusação, a prova pericial reforçou a ligação direta entre o condenado e a ação criminosa.

Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo a responsabilidade do acusado pelos crimes. Com isso, foi fixada a pena de 37 anos, seis meses e 15 dias de reclusão, além do pagamento da multa prevista na sentença.

O Ministério Público destacou que a decisão representa uma resposta do sistema de Justiça ao combate às organizações criminosas que atuam no interior do estado, especialmente em casos envolvendo violência relacionada ao tráfico de drogas. A condenação também reforça a importância do trabalho conjunto entre investigação policial, perícia criminal e atuação do Judiciário para responsabilizar integrantes de grupos criminosos envolvidos em ataques armados.

Com a decisão, o condenado deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado, conforme determinado pelo Tribunal do Júri de Ipubi. O processo segue os trâmites previstos na legislação, respeitando o direito às medidas recursais cabíveis.

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