Homem que foi solto após matar Júlia Eduarda Andrade dos Santos, que estava grávida. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
A Justiça decretou, na sexta-feira, 14 de novembro, a prisão preventiva do homem de 43 anos que admitiu ter matado Júlia Eduarda de Andrade, de 26 anos. A decisão saiu um dia depois de o suspeito ter conseguido liberdade provisória durante audiência de custódia. O caso aconteceu em São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco.
O homem havia deixado a custódia na quinta-feira, 13 de novembro, com tornozeleira eletrônica e multa, após a audiência que avaliou apenas o flagrante por ocultação de cadáver.
Como esse crime tem pena máxima de até três anos, o juiz entendeu na ocasião que não havia elementos suficientes para a prisão preventiva. Com a nova decisão, todas as medidas cautelares perderam validade.
A Justiça analisou o caso novamente depois de receber o pedido de prisão preventiva fundamentado no feminicídio. No despacho, o magistrado destacou que o crime abalou a ordem pública e apontou que o suspeito tentou atrapalhar a investigação ao esconder o corpo da vítima.
O juiz também registrou que a prisão é necessária para proteger o andamento da investigação e garantir que a lei seja aplicada.
O juiz que conduziu a audiência de custódia afirmou não ter competência para avaliar o feminicídio e determinou que o caso fosse transferido para a Vara da Comarca responsável.
Foi essa unidade que decretou a prisão preventiva. Após o cumprimento do mandado, a polícia deve informar à Justiça. O suspeito será levado a uma unidade prisional.
Júlia Eduarda desapareceu na manhã da quarta-feira, 5 de novembro, quando saiu de casa para encontrar o pai do bebê que esperava. A família registrou o desaparecimento no dia seguinte.
Buscas feitas por moradores e parentes se estenderam por sete dias. O corpo da jovem foi encontrado na quarta-feira, 12 de novembro, em uma área de mata entre São Bento do Una e Sanharó, com ferimentos provocados por arma branca.
A polícia chegou ao local após saber que o carro do suspeito apresentou pane mecânica na mesma região no dia em que Júlia sumiu. A pessoa que ajudou no reboque indicou o ponto onde o corpo foi localizado.
O homem foi preso em flagrante naquela mesma noite. Ele confessou ter matado Júlia com um golpe de martelo e afirmou que usou sacolas plásticas para asfixiá-la.
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Segundo equipes de patrulhamento, a dupla de turistas, pai e filho, perceberam o golpe depois de realizar o pagamento em uma máquina de cartão de crédito.
Thales Machado era genro do gestor municipal, Dione Araújo (UB), e escreveu, na noite da quarta-feira (11), uma carta aberta nas redes sociais.
As vendas de produtos eletrônicos eram feitas pela plataforma principal, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada.
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