Hytalo Santos e marido saindo da cadeia. Foto: Abraão Cruz/TV Globo
Na tarde desta segunda-feira, 18 de agosto, o influenciador digital Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, foram transferidos da cadeia pública de Carapicuíba, na Grande São Paulo, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste da capital. O casal deixou a unidade policial chorando, sob escolta, após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça da Paraíba.
A transferência ocorreu três dias após a prisão, realizada na sexta-feira, 15 de agosto , pela Polícia Civil de São Paulo. Hytalo e Israel estavam detidos na carceragem do 1º Distrito Policial de Carapicuíba, de onde foram levados para o novo destino após determinação judicial.
Hytalo Santos e seu companheiro são investigados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). As apurações envolvem a suposta exploração de crianças e adolescentes para produção de conteúdo em redes sociais.
De acordo com os promotores, as denúncias começaram a se intensificar após a publicação de um vídeo de 50 minutos feito pelo influenciador digital Felca. No material, publicado na semana passada, Felca aponta uma série de práticas envolvendo menores em conteúdos considerados inapropriados.
Embora o casal já estivesse sob investigação há alguns anos, a prisão ocorreu apenas após a forte repercussão do vídeo de Felca. Segundo as autoridades, o conteúdo revelou detalhes sobre a rotina em uma mansão localizada na Paraíba, onde o casal vivia com outros influenciadores e adolescentes.
Felca relatou no programa Fantástico, da TV Globo, que levou cerca de um ano para reunir material sobre o caso. Após a publicação do vídeo, Hytalo e Israel deixaram a casa na Paraíba e viajaram até São Paulo, onde alugaram um imóvel em Carapicuíba.
O Ministério Público entendeu que a viagem repentina configurava tentativa de fuga e possível destruição de provas. A Justiça acatou o pedido de prisão preventiva e determinou também o bloqueio das redes sociais ligadas ao casal.
A investigação do MPPB está dividida entre duas promotorias: uma em Bayeux, conduzida por Ana Maria França, e outra em João Pessoa, sob responsabilidade de João Arlindo.
Em Bayeux, a promotoria apura denúncias de moradores vizinhos do condomínio onde o casal vivia. Segundo relatos, adolescentes participavam de festas com bebidas alcoólicas e, em alguns casos, teriam feito topless em frente às câmeras.
Já em João Pessoa, a investigação busca apurar um possível esquema para obter a emancipação legal de menores. De acordo com o promotor João Arlindo, há indícios de que o casal oferecia presentes, como celulares, às famílias, em troca da autorização formal para que os adolescentes passassem a viver sob responsabilidade de Hytalo. O relatório da investigação deverá ser finalizado nos próximos dias.
O advogado do casal, Felipe Cassimiro, classificou a prisão como “ilegal” e criticou a condução do processo. Ele afirmou que ainda não teve acesso completo aos autos e prometeu acionar a Justiça para reverter a decisão.
Enquanto isso, o influenciador Felca, responsável pelo vídeo que deu origem à nova fase das investigações, afirmou que passou a receber ameaças de morte pelas redes sociais após a repercussão do caso. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que pode abrir investigação sobre as ameaças, mas destacou que a vítima ainda não registrou boletim de ocorrência.
A Justiça de São Paulo aceitou um pedido dos advogados de Felca e autorizou o Google a fornecer dados de uma conta de e-mail usada para enviar ameaças ao youtuber. A decisão faz parte das medidas para garantir a segurança do influenciador enquanto as investigações seguem em curso.
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