Os exames periciais confirmaram que, em uma das tentativas, a mulher quis fazer a vítima consumir pesticidas frequentemente associados ao chamado "chumbinho".
26 de junho de 2026 às 11:18 - Atualizado às 12:06
Filha é condenada por tentar matar a mãe com chumbinho em hospital no MA Foto: Reprodução/Redes sociais
Uma mulher foi condenada a 21 anos, 11 meses e 26 dias de prisão por tentar assassinar a própria mãe com medicamentos adulterados durante a internação da vítima em um hospital público de São Luís, no Maranhão. A sentença foi proferida pelo 1º Tribunal do Júri, que também determinou a prisão imediata da ré para início do cumprimento da pena.
Segundo o Ministério Público, Maria Eduarda Marques tentou provocar a morte de Sandra Maria Marques, diagnosticada com atrofia multissistêmica e internada no Hospital Geral da Vila Luizão. Na condição de acompanhante, ela teria levado frascos contendo substâncias tóxicas e tentado convencer profissionais de saúde a substituir os medicamentos fornecidos pela unidade.
As investigações apontam que a primeira tentativa ocorreu em 24 de abril de 2025. Na ocasião, a acusada entregou um frasco a uma técnica de enfermagem, alegando que o remédio utilizado pelo hospital deveria ser trocado por outro. A profissional, porém, percebeu alterações no conteúdo da embalagem, notando pequenas partículas escuras, e comunicou imediatamente a equipe médica.

Três dias depois, um novo episódio chamou a atenção dos profissionais da unidade. Maria Eduarda apresentou outro medicamento, afirmando que o produto deveria ser administrado na mãe porque ela estaria sem conseguir dormir. A insistência despertou suspeitas, levando a direção do hospital a acionar a polícia.
Os exames periciais confirmaram que os recipientes continham terbufós e alfametrina, pesticidas frequentemente associados ao chamado "chumbinho", substância altamente tóxica e de comercialização proibida no país.
Durante o julgamento, foram ouvidas oito testemunhas, além do interrogatório da acusada. Os jurados reconheceram que a ré praticou tentativa de feminicídio em contexto de violência familiar, com as qualificadoras do uso de veneno e da impossibilidade de defesa da vítima, que estava hospitalizada e debilitada.
O Ministério Público ainda sustentou agravantes pelo fato de o crime ter sido cometido contra uma ascendente, a própria mãe, e contra uma pessoa enferma, circunstâncias acolhidas na fixação da pena.
Em depoimento durante a investigação, Maria Eduarda negou ter adulterado os medicamentos e chegou a atribuir a responsabilidade ao irmão, que também foi ouvido e negou qualquer participação. A versão, no entanto, foi descartada diante das provas reunidas ao longo da apuração.
Após a condenação, o juiz Gilberto de Moura Lima determinou a expedição do mandado de prisão, encerrando um caso que ganhou repercussão pela tentativa de envenenamento ocorrida dentro de uma unidade hospitalar.
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Segundo a Polícia Militar, vítimas têm menos de 5 e 12 anos. De acordo com os relatos colhidos pelos policiais, as crianças estavam brincando na praça quando o homem se aproximou.
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O material foi encaminhado para análise de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
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