O processo julgado nesta quarta (3) tratou de um ataque ocorrido meses antes do assassinato da mesma mulher, quando o homem descumpriu medidas protetivas.
03 de junho de 2026 às 18:40 - Atualizado às 19:27
Jorge Bezerra da Silva, de 30 anos, já cumpre pena pelo feminicídio. Foto: Reprodução/TV Globo
Mais de um ano após ser condenado pelo assassinato da ex-companheira, Jorge Bezerra da Silva voltou a ser levado ao banco dos réus nesta quarta-feira, 3 de junho, no Recife.
Desta vez, o Tribunal do Júri analisou um episódio ocorrido antes do feminicídio, quando ele é acusado de tentar matar a mesma vítima em 2021.
A audiência foi marcada por momentos de tensão. Durante o julgamento, o condenado voltou a intimidar familiares da cabeleireira Priscilla Monnick Laurindo da Silva, morta em janeiro de 2022. Segundo relatos feitos no fórum, ele chegou a ameaçar a irmã da vítima, causando revolta entre os parentes presentes.
O processo julgado nesta semana trata de um ataque ocorrido meses antes do assassinato. Conforme a acusação, Jorge descumpriu medidas judiciais que o impediam de se aproximar da ex-companheira e foi até o local onde ela estava. Na ocasião, Priscilla segurava a filha pequena do casal quando foi surpreendida.
Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a agressão só não terminou em tragédia porque familiares intervieram e vizinhos foram alertados pelos pedidos de socorro. A vítima sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrida às pressas.
O caso ganhou ainda mais relevância porque, menos de um ano depois, Priscilla seria assassinada pelo ex-companheiro. As investigações apontaram que Jorge não aceitava o fim do relacionamento. Ele foi condenado pelo feminicídio e atualmente cumpre pena de 29 anos e oito meses de prisão.
Nesta quarta ele foi condenado a 20 anos de prisão por tentativa de feminicídio contra a mesma vítima nove meses antes do crime.
Familiares acompanharam a sessão desta quarta-feira e relataram que continuam convivendo com medo, mesmo após a condenação. Para eles, as ameaças feitas dentro do próprio tribunal reforçam a preocupação com a segurança da família.
A mãe de Priscilla, que hoje cuida da neta deixada pela vítima, afirmou que a expectativa é de que a Justiça reconheça também a tentativa de feminicídio anterior, aumentando a responsabilização do condenado pelos crimes cometidos.
Se houver nova condenação, Jorge poderá enfrentar consequências adicionais na execução da pena, incluindo impactos em benefícios previstos pela legislação penal.
O julgamento ocorre mais de quatro anos após o ataque que antecedeu o feminicídio e reacende a discussão sobre o descumprimento de medidas protetivas e a escalada da violência contra mulheres em relacionamentos abusivos.
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Após a abordagem, um dos suspeitos assume a direção do automóvel roubado, enquanto o comparsa deixa o local na motocicleta utilizada na ação.
A vítima foi socorrida e encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Torrões. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde do motociclista.
Segundo a PRF, quatro pessoas foram encaminhadas para o Hospital Regional do Agreste (HRA), enquanto outras 12 receberam atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
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