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Delegado que baleou ambulante em Noronha vai a júri popular; vítima teve perna amputada

O caso aconteceu em maio de 2025, durante uma roda de samba realizada na ilha. O disparo teria sido motivado por ciúmes.

27 de maio de 2026 às 17:54   - Atualizado às 17:55

Delegado Luiz Alberto Braga (esq.), vídeo do caso e o ambulante Emmanuel Apory, que teve a perna amputada.

Delegado Luiz Alberto Braga (esq.), vídeo do caso e o ambulante Emmanuel Apory, que teve a perna amputada. Foto: Reprodução/Redes sociais/Acervo pessoal

A Justiça de Pernambuco decidiu levar a júri popular o delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz, acusado de atirar contra o ambulante Emmanuel Apory durante um evento no Forte dos Remédios, em Fernando de Noronha.

A decisão foi assinada nesta quarta-feira, 27 de maio, pelo juiz Rogério Lins.

O caso aconteceu em maio de 2025, durante uma roda de samba realizada na ilha. Segundo as investigações, o disparo teria sido motivado por ciúmes envolvendo a companheira do delegado.

Emmanuel foi atingido por um tiro e precisou amputar uma das pernas após o ocorrido.

Delegado seguirá afastado

Apesar de responder ao processo em liberdade, o delegado continuará submetido a restrições impostas pela Justiça. Ele é réu por tentativa de homicídio.

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Na nova decisão, o magistrado autorizou o retorno dele às funções públicas, mas apenas em atividades administrativas internas na Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS).

O policial segue proibido de atuar em operações de campo, plantões, investigações e atendimentos ao público.

A Justiça também manteve a suspensão do porte e da posse de armas de fogo, além da retenção da arma funcional utilizada pelo delegado.

Segundo o juiz, as medidas continuam necessárias diante da gravidade do caso e da proximidade do julgamento pelo Tribunal do Júri.

Acusação cobra condenação

A defesa da vítima comemorou a decisão judicial. O advogado Anderson Flexa, que atua como assistente de acusação no processo, afirmou que a expectativa agora é de que os jurados analisem a conduta do delegado durante o julgamento.

Segundo ele, Emmanuel foi atingido e não recebeu socorro imediato após os disparos.

Defesa vai recorrer

Os advogados do delegado, José Augusto Branco e Hélcio França, informaram que irão recorrer da decisão.

A defesa sustenta que há inconsistências na cadeia de custódia das provas e argumenta que não existem elementos suficientes para submeter o policial ao Tribunal do Júri.

Os advogados também alegam que Luiz Alberto Braga de Queiroz teria agido em legítima defesa.

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