Delegado da PF é detido em shopping no Recife. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Imagens de câmeras de segurança registradas na última quarta-feira, 8 de abril, flagraram um delegado da Polícia Federal tentando furtar um produto de alto valor em um supermercado localizado no Shopping RioMar Recife, no bairro do Pina, Zona Sul da capital pernambucana (confira abaixo).
O agente, identificado como Erick Ferreira Blatt, de 50 anos, foi detido após a ação e encaminhado à Delegacia de Boa Viagem, onde prestou depoimento.
Além de um inquérito criminal por furto, ele também passou a responder a um processo disciplinar instaurado pela Corregedoria da PF.
De acordo com informações, o item envolvido foi um carpaccio de trufas negras, considerado uma iguaria de luxo e comercializado em conserva, com valor aproximado de R$ 300.
Nas imagens, o homem aparece retirando o produto de uma prateleira e, minutos depois, sentado na área de padaria do estabelecimento, onde coloca o pote no bolso da bermuda enquanto utiliza o celular.
Em seguida, ele se dirige ao caixa, paga por outros produtos, mas não inclui o item. Após concluir a compra, deixa o local com duas sacolas.
Logo depois, um segurança do shopping o aborda no corredor e o conduz de volta ao supermercado. Ao retornar, o delegado retira o pote do bolso e o entrega ao vigilante, sendo submetido a uma revista. Na sequência, outro funcionário se aproxima e conversa com o cliente.
Uma investigação conduzida pela Polícia Federal apura um possível esquema de fraude no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024. O caso envolve o delegado Diogo Gonçalves Bem, da Polícia Civil de Pernambuco, que aparece como suspeito de financiar ações para beneficiar a própria esposa no certame.
A operação, chamada de Concorrência Simulada, ocorreu em março deste ano e teve como base um pedido do Ministério Público Federal (MPF).
A ação integra desdobramentos de uma investigação iniciada em outubro de 2025. As apurações indicam a atuação de um grupo estruturado que teria como foco fraudar concursos públicos de grande concorrência.
Segundo o MPF, o esquema incluía a obtenção antecipada de provas e o repasse de conteúdos a candidatos. As investigações apontam que o núcleo operacional da organização funcionava no município de Patos, na Paraíba.
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