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Cearense que fingia ter 12 anos chegou a passar por abrigo para menores no Recife

Informações divulgadas pela Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome da cidade apontam que Amanda foi atendida pela primeira vez em julho de 2023.

11 de junho de 2026 às 09:02   - Atualizado às 09:18

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos.

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos. Foto: Reprodução/Redes sociais

Muito antes de ser presa em Santa Catarina sob acusação de falsa identidade e estelionato, a cearense Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, já havia chamado a atenção da rede de assistência social do Recife ao afirmar que era uma adolescente em situação de vulnerabilidade.

Informações divulgadas pela Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome do Recife apontam que Amanda foi atendida pela primeira vez em julho de 2023.

Na ocasião, ela se apresentou como “Gabrielly Souza de Oliveira”, declarou ter apenas 12 anos e foi encaminhada para acolhimento após abordagem realizada por equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social.

Inicialmente, ela foi levada para um abrigo destinado a adultos, mas, por alegar ser menor de idade, o Conselho Tutelar foi acionado e determinou sua transferência para uma unidade voltada ao acolhimento de adolescentes.

Durante a permanência no local, profissionais começaram a identificar contradições nas informações fornecidas. Diante das suspeitas, o caso foi comunicado à polícia e um boletim de ocorrência foi registrado. Após os procedimentos, Amanda deixou a instituição.

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Dias depois, ela voltou a procurar ajuda da rede socioassistencial, desta vez em um Centro POP da capital pernambucana. Embora tenha informado possuir 18 anos, servidores relataram comportamento considerado incomum.

Segundo a prefeitura, ela apresentava voz infantilizada, atitudes típicas de alguém mais jovem e evitava fornecer informações claras sobre sua documentação.

A partir de verificações internas, foi constatado que se tratava da mesma pessoa acolhida anteriormente. Após algumas horas no equipamento, Amanda deixou o local por conta própria e não voltou a ser atendida pela rede municipal.

Uma psicóloga que participou dos atendimentos relatou que a mulher costumava carregar um ursinho de pelúcia e mantinha uma postura extremamente infantilizada.

Segundo a profissional, também havia resistência sempre que surgia a necessidade de apresentar documentos ou confirmar dados pessoais.

O caso ganhou repercussão nacional após Amanda ser presa em Joinville (SC). De acordo com a Polícia Civil, ela teria vivido por cerca de 14 meses com uma família que acreditava estar acolhendo uma adolescente.

As investigações apontam que ela utilizou histórias falsas, alegações de maus-tratos e supostas condições de saúde para sustentar a identidade fictícia.

A Justiça catarinense já aceitou denúncia contra Amanda pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Ela permanece presa preventivamente e deverá passar por avaliação psiquiátrica. Investigadores também apuram episódios semelhantes envolvendo a mulher em outros estados brasileiros.

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