Segundo a polícia, o investigado fazia empréstimos com juros, ameaçava devedores e tomava bens como forma de pagamento.
20 de agosto de 2026 às 14:56 - Atualizado às 15:16
Suspeito ainda teria ameaçado a vítima de morte. Foto: Reprodução
Um empréstimo de aproximadamente R$ 30 mil teria se transformado em uma cobrança de R$ 1,3 milhão no intervalo de apenas um ano. O caso levou à prisão de um homem investigado por agiotagem e extorsão no Rio de Janeiro.
Marcelo Costa de Souza, de 56 anos, foi localizado na quarta-feira, 19 de agosto, na Zona Norte da capital fluminense. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido no dia 5 do mesmo mês.
A ordem judicial foi solicitada após a Polícia Civil reunir relatos sobre cobranças acompanhadas de ameaças, ofensas e intimidação. A investigação é conduzida por agentes da 24ª Delegacia de Polícia, localizada em Piedade.
De acordo com a apuração, o suspeito emprestava dinheiro e aplicava juros que faziam os valores crescerem rapidamente. Em um dos episódios, a quantia exigida teria superado R$ 1 milhão após 12 meses.
A delegada Natacha Alves informou que a vítima passou a receber ofensas verbais e visitas do investigado em casa. Ele também teria feito ameaças de morte e afirmado contar com o apoio de outras pessoas para realizar as cobranças.
Os investigadores identificaram ainda relatos de apropriação de bens. Segundo a polícia, objetos pertencentes aos devedores eram tomados como forma de quitar as supostas dívidas.
A conduta foi interpretada pelos agentes como indício de um esquema de agiotagem sustentado por constrangimentos e intimidações.
Em depoimento, Marcelo confirmou que realizava empréstimos mediante cobrança de juros. Ele descreveu os negócios como “aplicações” mantidas com diversas pessoas.
O investigado, entretanto, negou ter usado violência ou ameaçado os devedores. A Polícia Civil informou que ele possui registros anteriores relacionados a tráfico de drogas, ameaça, extorsão e lesão corporal.
As diligências continuam para esclarecer a extensão do esquema e localizar outras pessoas que possam ter sido submetidas ao mesmo método de cobrança.
Até a última atualização, a defesa do suspeito não havia sido localizada para comentar a prisão e as acusações apresentadas pela polícia.
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