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Advogado é acusado de estupro por ex-secretária: "ele disse assim se ajoelha aqui"; veja vídeo

Ela alega que os abusos ocorreram dentro do escritório de advocacia onde trabalhou por cerca de 11 meses.

21 de abril de 2025 às 12:26   - Atualizado às 12:26

Ex-secretária acusa advogado de estupro.

Ex-secretária acusa advogado de estupro. Foto: Reprodução

O caso envolvendo o advogado Francisco Charles Garcia Júnior, acusado de estupro por sua ex-secretária Marcela Nascimento, ganhou novos desdobramentos. Marcela, de 34 anos, registrou um Boletim de Ocorrência em 7 de abril de 2025 na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) em Manaus. Ela alega que os abusos ocorreram dentro do escritório de advocacia onde trabalhou por cerca de 11 meses. (Veja vídeo abaixo). 

Segundo Marcela, os episódios de abuso sexual ocorreram pelo menos três vezes. Em uma das ocasiões, ao entregar um copo de suco na sala do advogado, ela afirma ter encontrado Garcia nu, assistindo vídeos pornográficos. Ele teria exigido que ela se ajoelhasse e a forçado a praticar sexo oral, ejaculado em seu rosto e ordenado que lavasse o rosto e parasse de chorar. Marcela relata que permaneceu na sala por cerca de 15 minutos até conseguir se recompor, temendo que outros funcionários percebessem o ocorrido. 
 

"Ele puxou meu braço de novo, ele machucou, ele tava nu, ele tava nu, e ele disse assim se ajoelha aqui, se ajoelha, e faz igual a minha esposa, faz igual a minha esposa. Ele queria que eu fizesse o sexo oral nele, ele abaixou a minha cabeça, ele empurrava várias vezes a minha cabeça, e todas as vezes eu chorava, todas as vezes que ele me machucou eu chorei", disse a ex-secretária.

A ex-secretária também afirmou que Garcia frequentemente confiscava seu celular para impedir que ela registrasse qualquer evidência dos abusos. Ela disse temer por sua vida, pois o advogado mantinha armas de fogo e substâncias suspeitas em sua sala. 

"Ele dizia, só vai descer quando você engolir o choro, agora você não vai descer, escondia meu celular... Porque eu não podia gravar nada, eu não podia me defender, e nesse dia que eu subi ele fez eu tocar na genitália dele, e ele empurrou a minha cabeça várias vezes. Eu tinha tanto medo dele, dele me matar, porque todas as vezes que eu subia tinha dois revólveres na mesa dele, preto, tinha o pires com o pozinho, e o meu maior medo era de morrer, porque eu sou mãe solo, eu precisava do meu trabalho, eu tinha que manter minha casa, minha filha", afirmou Marcela.

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Em resposta às acusações, Francisco Charles Garcia Júnior nega as alegações de estupro e afirma ser vítima de extorsão por parte de Marcela e de sua advogada, Adriane Magalhães. Segundo Garcia, foi exigido o pagamento de R$ 500 mil para que a denúncia não fosse divulgada. Ele afirma ter procurado a polícia para denunciar a suposta tentativa de extorsão. 

A Polícia Civil do Amazonas está investigando o caso, que envolve acusações graves de abuso sexual e extorsão. A Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher está à frente das investigações.

NOTA DO ADVOGADO

Há cerca de 15 dias venho sendo vítima de extorsão por parte da advogada Adriane Magalhães, que se utiliza de uma ex-funcionária de meu escritório profissional para ganhar dinheiro ilicitamente e alavancar sua candidatura à vaga de Desembargadora reservada à OAB-AM, no Tribunal de Justiça do Amazonas, em futuro próximo.

A colega advogada atua com deslealdade profissional fabricando um escândalo sobre o qual eu e pessoas próximas a mim já vínhamos recebendo ameaças, se eu não pagasse R$ 500.000,00 (meio milhão de reais), para silenciar uma suposta vítima de assédio.

Não cedi à extorsão e não cederei à chantagista. Resolvi enfrentar a advogada que se utiliza de uma causa nobre de defesa das mulheres para alcançar sucesso profissional e financeiro.

 

Optei por levar o caso ao conhecimento da Polícia Civil que instaurou um inquérito policial para apurar o delito de extorsão pelo qual eu e minha esposa estamos sendo vítimas.

Para colaborar com as investigações, entreguei à autoridade policial cópia de gravações devidamente periciadas e transformadas em atas notariais, com a voz da advogada Adriane Magalhães, onde pressiona a fazer um acordo financeiro (aquilo que o nosso Código Penal tipifica como EXTORSÃO), para impedir a divulgação de fatos que todos saberão em poucos dias serem mentirosos.

Aos meus amigos e colegas advogados provarei que estou sendo vítima da deslealdade profissional de uma colega, a qual, repito, busca o cargo de desembargadora tripudiando sobre a honra de outro colega.

Confio na Polícia Civil do meu estado. Confio na Justiça do Amazonas. A verdade prevalecerá.

Manaus, 16 de abril de 2025.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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