Metrô do Recife paralisado. Foto: Divulgação. Arte: Portal de Prefeitura
Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, 29 de maio, os metroviários de Pernambuco decretaram estado de greve por conta da privatização do Metrô do Recife.
Na ocasião, foram feitas diversas críticas ao presidente Lula, que foi cobrado e será responsabilizado caso o sistema seja privatizado.
O presidente do Sindmetro-PE, Luiz Soares, afirmou que a categoria está unida e disposta a lutar contra a privatização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).
Ele fez duras críticas ao governo Lula e direcionou sua fala diretamente ao presidente, exigindo o cumprimento da promessa de campanha: a retirada da CBTU do Programa Nacional de Desestatização (PND).
“O Presidente Lula esteve em Salgueiro, e colocamos um telão de LED na entrada com a mensagem: ‘Se Bolsonaro privatizou o metrô de BH, Lula, você vai privatizar o do Recife? Porque, se fizer, estará se igualando a Bolsonaro”, declarou.
Durante a assembleia, duas pautas principais foram aprovadas:
Em julho de 2022, ainda como pré-candidato à Presidência, Lula recebeu um manifesto que apresentava a situação crítica do Metrô do Recife, destacando a necessidade urgente de investimentos para resgatar a dignidade do sistema. Na época, ele sinalizou ser contra a privatização e prometeu retirar a CBTU do PND.
Três anos depois, já no exercício do mandato, os recursos não chegaram. O sistema segue sucateado, afetando diretamente os trabalhadores e a população que depende do transporte.
Em caso de privatização da CBTU, toda a responsabilidade recairá sobre o presidente Lula — eleito com o voto da classe trabalhadora, mas que hoje vira as costas para os metroviários.
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Após a agenda, a governadora destacou que o investimento reforça o desenvolvimento econômico de Pernambuco, impulsionando a inovação e gerando empregos.
O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) ameaçou paralisar as atividades durante a passagem do bloco, mas decidiram em Assembleia manter os serviços.
Para o vice-prefeito de Paulista, o momento simboliza mais do que uma agenda institucional.
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