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"Só saio desse caminho se me algemarem", diz Ivan Guedes após denúncia no MPPE sobre caminhada

O ato, que saiu de Caruaru com destino ao Recife, foi alvo de denúncia anônima registrada no Ministério Público de Pernambuco por supostos riscos à segurança pública.

Fernanda Diniz

24 de janeiro de 2026 às 19:13   - Atualizado às 19:17

Ivan Guedes.

Ivan Guedes. Foto: Reprodução//Redes sociais

Alvo de uma denúncia anônima registrada no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) por supostos riscos à segurança pública, o pernambucano Ivan Guedes se pronunciou sobre o caso e afirmou estar tranquilo em relação à manifestação.

A declaração foi dada com exclusividade ao Portal de Prefeitura, que entrou em contato com o organizador da caminhada.

Segundo Ivan, a iniciativa partiu de uma decisão individual e não de um ato coletivo organizado.

“Eu estou totalmente tranquilo em relação a isso. Eu decidi, de forma sozinho, isolado, fazer uma caminhada”, afirmou.

De acordo com ele, o objetivo foi realizar um gesto simbólico diante do cenário político nacional, inspirado na caminhada realizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) até Brasília.

Ivan destacou que iniciou o percurso sozinho, saindo da Rodoviária de Caruaru, e que não previa a adesão espontânea de outras pessoas ao longo do trajeto.

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“Eu começo sozinho na rodoviária de Caruaru. Agora, eu não sabia que se eu caminhasse sozinho e outras pessoas chegassem juntas, eu teria que pedir cadastro e exame dessas pessoas”, declarou.

Em relação às críticas sobre a ausência de comunicação com órgãos de segurança, Ivan afirmou que entrou em contato com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

“Eu fiz a comunicação à PRF ontem, acho que pela manhã, avisando que eu estava na estrada e que existiam pessoas querendo chegar junto, até para evitar qualquer risco”, disse.

Ele citou, inclusive, a descida da Serra das Russas como um dos pontos de maior atenção durante o percurso, devido à redução do acostamento em alguns trechos.

Apesar da denúncia, Ivan afirmou enxergar a situação como uma tentativa de cerceamento do movimento.

“Eu entendo isso como uma perseguição, uma forma de censurar um direito. Um movimento que está crescendo, uma pessoa caminhando na rua incomoda”, afirmou.

Na avaliação dele, outros problemas nacionais não recebem a mesma atenção.

“Enquanto corrupção, banco máster e outras situações que estão acontecendo no Brasil não incomodam”, completou.

Ivan reforçou que pretende seguir com a caminhada até o destino final.

“Eu sigo minha caminhada, é meu destino. É chegar no dia 25 ao meio-dia. Só saio desse caminho se chegarem aqui e me algemarem”, concluiu.

Até o momento, o MPPE não se manifetsou e não há decisão judicial nem manifestação oficial do órgão sobre eventuais providências.

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